Segundo o Estado, a mineradora será autuada pelas infrações ambientais constatadas. De acordo com comunicado oficial, os danos foram provocados pelo carreamento de sedimentos e pelo assoreamento de cursos d’água afluentes do Rio Maranhão.
As autoridades ambientais apontaram impactos sobre recursos hídricos, além de possível degradação da fauna e da flora locais, o que motivou a abertura de processo administrativo contra a companhia.
O incidente também resultou no alagamento de áreas da instalação Pires, pertencente à
CSN Mineração (CMIN3). Apesar disso, tanto a Vale quanto a CSN informaram que não houve feridos nem impacto direto à população das comunidades do entorno.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável determinou a adoção imediata de uma série de medidas emergenciais.
Entre elas estão ações de limpeza das áreas atingidas, monitoramento contínuo dos cursos d’água afetados e a apresentação de um plano detalhado de recuperação ambiental.
Esse plano deverá incluir o desassoreamento, a recuperação das margens e outras intervenções necessárias para mitigar os danos causados.
Em nota divulgada anteriormente, a Vale afirmou que os extravasamentos registrados no domingo já foram contidos e que o episódio não tem qualquer relação com barragens da companhia na região.
A mineradora reforçou que as estruturas seguem estáveis e seguras e que não houve liberação de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos naturais.
A empresa também declarou que realiza inspeções e manutenções preventivas de forma periódica, com reforço dos protocolos durante o período chuvoso, quando o risco de ocorrências desse tipo tende a aumentar. As causas do incidente seguem em apuração, segundo a mineradora.
⚠️ O caso reacende o alerta das autoridades ambientais para os riscos associados às operações minerárias em períodos de chuvas intensas e deve manter a Vale sob acompanhamento mais rigoroso nos próximos dias, tanto do ponto de vista ambiental quanto regulatório.