Governo de MG aponta danos ambientais após vazamento da Vale (VALE3)

As autoridades ambientais apontaram impactos sobre recursos hídricos, além de possível degradação da fauna e da flora locais.

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Publicado em 26/01/2026 às 20:12h - Atualizado 3 minutos atrás Publicado em 26/01/2026 às 20:12h Atualizado 3 minutos atrás por Matheus Silva
Segundo o Estado, a mineradora será autuada pelas infrações ambientais (Imagem: Shutterstock)
Segundo o Estado, a mineradora será autuada pelas infrações ambientais (Imagem: Shutterstock)
🚨 O governo de Minas Gerais confirmou nesta segunda-feira (26), a identificação de danos ambientais após o extravasamento de água com sedimentos ocorrido em uma cava da Vale (VALE3) na madrugada de domingo (25), na região da Mina de Fábrica, entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto. 
Segundo o Estado, a mineradora será autuada pelas infrações ambientais constatadas. De acordo com comunicado oficial, os danos foram provocados pelo carreamento de sedimentos e pelo assoreamento de cursos d’água afluentes do Rio Maranhão. 
As autoridades ambientais apontaram impactos sobre recursos hídricos, além de possível degradação da fauna e da flora locais, o que motivou a abertura de processo administrativo contra a companhia.
O incidente também resultou no alagamento de áreas da instalação Pires, pertencente à CSN Mineração (CMIN3). Apesar disso, tanto a Vale quanto a CSN informaram que não houve feridos nem impacto direto à população das comunidades do entorno.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável determinou a adoção imediata de uma série de medidas emergenciais
Entre elas estão ações de limpeza das áreas atingidas, monitoramento contínuo dos cursos d’água afetados e a apresentação de um plano detalhado de recuperação ambiental. 
Esse plano deverá incluir o desassoreamento, a recuperação das margens e outras intervenções necessárias para mitigar os danos causados.
Em nota divulgada anteriormente, a Vale afirmou que os extravasamentos registrados no domingo já foram contidos e que o episódio não tem qualquer relação com barragens da companhia na região. 
A mineradora reforçou que as estruturas seguem estáveis e seguras e que não houve liberação de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos naturais.
A empresa também declarou que realiza inspeções e manutenções preventivas de forma periódica, com reforço dos protocolos durante o período chuvoso, quando o risco de ocorrências desse tipo tende a aumentar. As causas do incidente seguem em apuração, segundo a mineradora.
⚠️  O caso reacende o alerta das autoridades ambientais para os riscos associados às operações minerárias em períodos de chuvas intensas e deve manter a Vale sob acompanhamento mais rigoroso nos próximos dias, tanto do ponto de vista ambiental quanto regulatório.