Gol (GOLL54) se despede da B3 nesta 6ª feira; veja o que acontece com os acionistas

A medida faz parte do processo de reestruturação e simplificação da companhia.

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Publicado em 26/03/2026 às 13:24h Publicado em 26/03/2026 às 13:24h por Marina Barbosa
Gol será incorporada e extinta (Imagem: Shutterstock)
Gol será incorporada e extinta (Imagem: Shutterstock)
A Gol (GOLL54) está de malas prontas para deixar a B3 e, assim, pôr fim a um longo processo de reestruturação.
✈️ A Gol Linhas Aéreas Inteligentes (a empresa que hoje tem ações listadas na bolsa) será incorporada pela Gol Linhas Aéreas (GLA), uma empresa de capital fechado controlada pela Abra -holding que controla a Gol e a Avianca e mira um IPO nos estados Unidos. Por isso, será extinta e deixará de ter ações negociadas na Bolsa brasileira.
A incorporação está marcada para a próxima quarta-feira, dia 1º de abril. A data foi confirmada nessa quarta-feira (25), depois de encerrado o prazo para que os acionistas da Gol vendessem as suas ações para a GLA.
Com isso, a companhia também definiu que as suas ações deixarão de ser negociadas na B3 já nesta sexta-feira (27 de março).
"Após a Data de Eficácia, todas as negociações de tais valores mobiliários serão feitas apenas de forma privada, utilizando-se os formulários do Escriturador (ou seja, não haverá mais negociação em bolsa de valores)", informou.

O que acontece com os acionistas?

A Gol preparou o processo de deslistagem ao longo de meses. Por isso, a saída definitiva da Bolsa não deve afetar tantos investidores nesta sexta-feira (27).
A companhia anunciou o plano de deixar a B3 em outubro do ano passado e logo deu duas opções para quem era seu investidor à época:
  • Vender as ações para a companhia por meio de uma OPA (Oferta Pública de Aquisição); ou
  • Manter ações da Gol Linhas Aéreas, a empresa de capital fechado que vai incorporar a companhia.
A OPA foi realizada em fevereiro deste ano e permitiu que a companhia comprasse mais de 5,6 bilhões de ações de emissão própria, a um preço de R$ 11,45 por lote de mil papeis.
Com isso, a Gol passou a deter 99,95% das suas ações e deu um prazo para que os detentores das outras 0,05% vendessem esses papeis. Nesse período, quem tinha bônus de subscrição emitidos pela companhia também pôde exercer esse direito.
Esse prazo acabou nessa quarta-feira (25), com a compra de mais 730,9 milhões de ações pela empresa, o equivalente a 0,0607% do seu capital social. Ou seja, com a Gol garantindo a posse de praticamente todas as suas ações.
De acordo com a empresa, os acionistas que venderam seus papeis nesse período receberão o pagamento na próxima terça-feira (30 de março). A companhia também fará o reembolso dos acionistas que preferiram exercer o direito de recesso até esta data.
Ou seja, a ideia da Gol é suspender as negociações na B3 nesta sexta-feira (27) e quitar todas as obrigações com os seus acionistas na próxima terça-feira (30), para poder executar a incorporação na quarta-feira (1º de abril).
De toda forma, a Gol informou que quem ainda mantém ações da empresa receberá 1 ação ordinária da GLA para cada ação ordinária e/ou 35 ações ordinárias da GLA para cada ação preferencial de sua emissão.
Esses papeis, no entanto, só poderão ser negociados em operações privadas. Por isso, terão uma liquidez reduzida.

Ganhos esperados

Ao propor a incorporação, a Gol disse que a operação pretende reduzir a estrutura organizacional do Grupo Gol, possibilitando a consolidação das suas operações.
A expectativa é que, com isso, a companhia possa otimizar a sua eficiência operacional, através da simplificação de processos internos; simplifique a gestão de caixa; aprimore a gestão corporativa; amplie o aproveitamento de sinergias fiscais e amplie a sua robustez financeira.