Faltam apenas 1 milhão de Bitcoins (BTC) para nascer até o ano 2140

Maior criptomoeda do mundo alcança o marco de mineração de 20 milhões de unidades.

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Publicado em 10/03/2026 às 20:50h - Atualizado 4 minutos atrás Publicado em 10/03/2026 às 20:50h Atualizado 4 minutos atrás por Lucas Simões
Só podem existir, no máximo, 21 milhões de Bitcoins em circulação (Imagem: Shutterstock/Gerado por IA)
Só podem existir, no máximo, 21 milhões de Bitcoins em circulação (Imagem: Shutterstock/Gerado por IA)
Tem muita gente que tem Bitcoin (BTC) em carteira, mas sequer sabe que há um número limite de quantas unidades da criptomoeda mais valiosa do planeta podem existir: 21 milhões até o ano de 2140. A novidade é que, neste início de março de 2026, chegamos à emblemática marca dos 20 milhões de Bitcoins minerados.
Ou seja, faltam apenas 1 milhão de unidades de Bitcoin que serão mineradas gradativamente nos próximos 114 anos, conforme a vontade de Satoshi Nakamoto, pseudônimo atribuído à figura desconhecida do criador do Bitcoin.
Afinal de contas, uma das principais bases que sustentam a valorização astronômica do Bitcoin desde a sua criação por volta de 2008 até os dias atuais, ao redor de US$ 70 mil e com desconto de -44% ante a sua máxima em US$ 126,1 mil, é o fato de o ativo ser escasso, embora seja 100% digital.
Diferentemente das moedas tradicionais (cujo termo técnico são moedas fiduciárias), como o real, o dólar, o euro, e por aí vai, em que os respectivos bancos centrais dos países podem emitir novas cédulas de dinheiro ao seu bem-querer, o Bitcoin não poderá nunca ultrapassar a quantidade de 21 milhões de unidades.
A própria dificuldade em si para minerar novas unidades de Bitcoin cria toda uma indústria de máquinas especializadas em resolver questões complexas na rede blockchain, cuja recompensa atual para quem solucionar primeiro o problema é de 3,125 BTC.
Lá nos primórdios da rede blockchain do Bitcoin, os mineradores que resolvessem primeiro a questão matemática com o poder computacional de um simples PC caseiro eram recompensados com 50 BTC entre 2009 e 2012.
Desde então, a remuneração é decrescente e compensada pela intensa demanda pela criptomoeda, inclusive de grandes fortunas e até empresas que guardam BTC em suas tesourarias, sendo o caso mais marcante o da Strategy (MSTR), do visionário Michael Saylor, que ostenta quase 740 mil BTC em carteira.