💰 O investidor estrangeiro manteve o ritmo de entrada de capital na bolsa brasileira em 2026. Segundo levantamento da Elos Ayta, o saldo líquido de recursos externos na
B3 (B3SA3) somou R$ 42,56 bilhões entre janeiro e fevereiro, considerando aportes em I
POs (Oferta Pública Inicial) e follow-ons.
O montante equivale ao valor de mercado da
RD Saúde (RADL3), estimado em torno de R$ 41,8 bilhões.
O mês de janeiro concentrou R$ 26,47 bilhões de entrada líquida, valor próximo ao da
Klabin (KLBN11), avaliada em cerca de R$ 24,4 bilhões. Já fevereiro registrou R$ 16,09 bilhões, praticamente o valor de mercado da
Comgás (CGAS5), estimada em R$ 16,17 bilhões, de acordo com a Elos Ayta.
Janeiro de 2026 foi o maior mês de fluxo estrangeiro desde 2022
Em termos históricos, janeiro de 2026 foi o maior fluxo mensal de capital externo desde janeiro de 2022, considerando IPOs e follow-ons na base de dados disponível. Fevereiro aparece como o oitavo melhor mês do mesmo período.
Excluindo ofertas primárias e subsequentes, o quadro pouco se altera. O saldo acumulado até fevereiro fica em R$ 42,41 bilhões, valor muito próximo ao registrado em todo o ano de 2023, quando o fluxo somou R$ 44,85 bilhões.
Nessa configuração, 2022 segue como o recordista absoluto desde 2016, com R$ 100,82 bilhões. O fluxo restante, segundo a Elos Ayta, é essencialmente de mercado secundário, compra líquida de ações já listadas.
Por que o número chama atenção
A Elos Ayta destaca três razões para o volume surpreender. Primeiro, o fluxo acumulado até fevereiro já é 1,58 vez superior a todo o registrado em 2025, quando o ano encerrou com entrada líquida de R$ 26,87 bilhões.
📊 Segundo, o patamar coloca 2026, ainda em fevereiro, próximo a anos inteiros considerados fortes para a bolsa. Terceiro, o movimento "revela uma mudança de intensidade no comportamento do capital internacional", segundo avaliação da própria consultoria.