Minerva (BEEF3) aposta em corte de dívida após aquisição de ativos da Marfrig
Os executivos garantem que a empresa tem um plano sólido para reduzir seu nível de endividamento já em 2024 e 2025.
💸 Indo na contramão da maioria das ações listadas na B3, os papéis da Minerva (BEEF3) sobem 1,08%, a R$ 6,53, às 16h12, horário de Brasília, desta sexta-feira (4). A empresa é considerada uma das únicas, por agora, que se beneficiará com a escalada comercial envolvendo os Estados Unidos.
Segundo o BTG Pactual, os Estados Unidos são um dos principais destinos das exportações brasileiras de carne bovina e, por isso, o resultado da taxação de 10% deve ser pequeno.
"Com o rebanho bovino dos EUA no menor nível em mais de 70 anos e enfrentando uma forte fase de baixa no ciclo, o país provavelmente continuará a depender de importações para atender ao consumo interno — no fim das contas, os consumidores americanos devem arcar com preços internos ainda mais altos”, avaliou o banco.
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💲 Em paralelo, o Brasil pode obter vantagens com a procura originária de outros países, principalmente no Japão e Vietnã. “Esses dois últimos sendo mercados que o Brasil está tentando abrir para exportação de carne bovina neste ano. A Minerva deve se destacar como uma das beneficiadas nesse processo”, destacou a instituição.
Além do BTG, o Goldman Sachs também acredita que a Minerva será uma das menos afetadas pelas tarifas, visto que, 15% de suas vendas são para os EUA. O banco também ressalta que a empresa tem a capacidade de ajustar seu portfólio e exportar produtos do Uruguai e da Argentina, que possuem acordos comerciais específicos.
Os executivos garantem que a empresa tem um plano sólido para reduzir seu nível de endividamento já em 2024 e 2025.
Mas acabou registrando prejuízo de R$ 1,56 bilhão, em momento marcado por aquisições de novos abatedouros