O Partido Liberal Democrático, da premiê japonesa Sanae Takaichi, conseguiu ampliar o seu poder nas eleições legislativas convocadas pela sua líder neste domingo (8). Segundo projeções do jornal japonês NHK, o governo Takaichi agora controla dois terços da Casa Baixa do Japão, órgão equivalente à nossa Câmara dos Deputados.
Dessa maneira, o maior partido político da oposição japonesa (Aliança da Reforma Centrista) deve perder cerca de metade de seus assentos no Parlamento do Japão. Antes da dissolução do Parlamento em janeiro, a coalizão governista de Takaichi detinha apenas 230 assentos.
Só que agora, Takaichi terá caminho livre para tocar sua agenda de governo pró-nacionalista, arrematando entre 274 e 328 assentos, do total de 465 assentos disponíveis no Poder Legislativo.
"Faz pouco mais de três meses que meu gabinete assumiu o poder, mas os membros têm trabalhado muito e estão produzindo resultados. Portanto, não acho que farei mudanças. A maioria dos partidos é a favor da redução do imposto sobre o consumo, como a redução do imposto sobre alimentos para zero, ou para 5%, ou a redução do imposto sobre todos os itens para 5%", disse a primeira-ministra japonesa, em entrevista ao NHK.
A manobra política ousada da
primeira mulher a governar o Japão tende a se mostrar bem-sucedida e reflete a popularidade que ela e o Partido Liberal Democrático têm construído junto à opinião pública, apesar de tensões geopolíticas recentes com o governo chinês.
Do ponto de vista econômico, Takaichi tem o desafio de lidar com uma inflação persistente no Japão, que há 45 meses consecutivos supera a meta, ao mesmo tempo em que se observa queda nos salários reais e
a desvalorização do iene (¥), a moeda oficial do país.
Para se ter uma ideia, o
iene japonês está chegando perto do patamar de ¥ 160 em relação ao
dólar americano neste início de 2026, o que é favorável, por sua vez, às gigantes exportadoras, caso da montadora de veículos
Toyota (TM).