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💸 O dólar fechou em forte queda nesta quinta-feira (3), após o presidente americano Donald Trump (Partido Republicano) confirmar as tarifas sobre produtos importados de todos os países. Às 17h, horário de Brasília, a moeda norte-americana caía 1,23%, cotada a R$ 5,62, sendo o menor nível em mais de 5 meses. Na mínima do dia, o dólar tocou os R$ 5,59.
"Nesse contexto de enfraquecimento da moeda americana, aliado à expectativa de desaceleração econômica nos EUA, o real brasileiro pode se beneficiar, indo na contramão desse movimento, uma vez que os juros domésticos estão subindo. Além disso, possíveis reorganizações dos fluxos comerciais mundiais também podem favorecer a valorização da moeda brasileira", avaliou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Conforme o ritmo de queda, a moeda norte-americana perde seu valor. Um exemplo disso é que, se você tivesse investido R$ 1.000,00 há 30 dias, hoje teria R$ 991,46. O resultado em seis meses seria de R$ 1.043,26 e, há um ano, de R$ 1.126,35, de acordo com dados do Investidor10.
Agora, em comparação de investimentos em dólar e outros índices, o IVVB11 saí na frente com retorno de R$ 2.369,00, seguido por IDIV (R$ 2.072,60), IBOV (R$ 1.846,70), IFIX (R$ 1.340,20), SMLL (R$ 1.204,30) e USD (R$ 1.069,70).
💰 Segundo relatório da XP, o saldo foi considerado 'positivo' para o Brasil. O documento aponta que os setores exportadores de commodities, como o agronegócio, podem se beneficiar de uma guerra comercial.
“As tarifas impostas ao Brasil foram mais brandas do que as direcionadas a outros países. No entanto, permanecem riscos relevantes, como a tarifa base de 10% sobre todas as importações, que pode afetar importantes produtos exportados para os EUA”, disse.
🗣️ No cenário doméstico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o Brasil responderá a qualquer tentativa de impor protecionismo, que não cabe mais no mundo.
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“O Brasil não tolera ameaça à democracia. Não abre mão de sua soberania. Não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a verde e amarela. Que fala de igual para igual e respeita todos os países, dos mais pobres aos mais ricos, mas exige reciprocidade no tratamento", disse.
E acrescentou: "Defendemos o multilateralismo e o livre comércio, e responderemos a qualquer tentativa de impor protecionismo, que não cabe mais hoje no mundo”.
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