Dividendo de 20% ao ano: Quem é a aposta do Goldman Sachs para proventos volumosos?

Banco inicia cobertura da empresa com recomendação de compra e potencial de alta de 23%.

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Publicado em 09/03/2026 às 13:55h - Atualizado Agora Publicado em 09/03/2026 às 13:55h Atualizado Agora por Wesley Santana
Eneva é uma das principais empresas do setor de energia da B3 (Imagem: Shutterstuck)
Eneva é uma das principais empresas do setor de energia da B3 (Imagem: Shutterstuck)

Nesta semana, o Goldman Sachs incluiu uma nova empresa na sua lista de coberturas da bolsa brasileira. A felizarda foi a Eneva (ENEV3), que já chega à carteira do banco norte-americano com recomendação de compra.

Os analistas projetam um crescimento de até 23% nas ações da companhia, que subiriam dos atuais R$ 20 para R$ 23. Atualmente, o valor de mercado da empresa de energia é de R$ 39 bilhões.

Para o Goldman, há vários fatores que justificam a compra dos papéis da Eneva, mas o portfólio bem posicionado em energia térmica é o principal. Para os analistas, a companhia também mostra um fluxo de caixa bastante previsível, por isso seria uma das principais escolhas do setor.

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Outro ponto que chamou a atenção da instituição é a projeção de pagamento de dividendos para os próximos anos. Eles acreditam que, até 2030, a empresa possa chegar a pagar até 20% em proventos aos acionistas.

Há quase dez anos, a Eneva não faz nenhuma distribuição de dividendos, optando pela estratégia de gerar fluxo de caixa operacional. O dinheiro também foi usado para pagar fusões e aquisições mapeadas no período.

Com isso, o banco entende que a alavancagem da companhia deve ser reduzida nos próximos dois anos, abrindo espaço para os dividendos. Três novas operações devem entrar em operação até 2028: Azulão I, Azulão II e Celse 2. Atualmente, a companhia tem um valor de mercado de R$ 39 bilhões, valor que passou por uma valorização de 65% no último ano.

Eneva reverte prejuízo

A decisão do GS foi publicada alguns dias depois que a Eneva publicou seu balanço financeiro do quarto trimestre de 2025. A companhia conseguiu reverter um prejuízo bilionário que havia auferido um ano antes e terminou o período com lucro de R$ 57 milhões, mostrou o documento.

Houve uma melhora também na dívida líquida da empresa de energia, que fechou o 4T25 em R$ 15,5 bilhões ante os quase R$ 17 bilhões anteriores. Além disso, recuperou o resultado financeiro em mais de R$ 1 bilhão no intervalo de 12 meses.