CSN (CSNA3) pode vender negócio de siderurgia para reduzir dívida, diz jornal

Segundo informações do Valor Econômico, a companhia busca mapear potenciais compradores antes de contratar uma assessoria.

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Publicado em 26/01/2026 às 14:09h - Atualizado 10 minutos atrás Publicado em 26/01/2026 às 14:09h Atualizado 10 minutos atrás por Matheus Silva
O principal objetivo é reduzir o elevado endividamento da companhia (Imagem: Shutterstock)
O principal objetivo é reduzir o elevado endividamento da companhia (Imagem: Shutterstock)
🚨 A CSN (CSNA3) já iniciou contatos informais com concorrentes para avaliar o interesse na compra de sua operação de siderurgia. 
Segundo informações do Valor Econômico, a companhia busca mapear potenciais compradores antes de contratar uma assessoria financeira para estruturar o processo de venda.
Fontes próximas às discussões indicam que a empresa não descarta a venda de até 100% do negócio siderúrgico. A iniciativa faz parte de uma revisão estratégica mais ampla do portfólio de ativos, anunciada neste mês.

Redução da dívida é prioridade

O principal objetivo da estratégia é reduzir o elevado endividamento da companhia. Conforme aprovado pelo conselho de administração, a CSN pretende cortar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões da dívida ainda neste ano.
Com uma estrutura de capital mais leve, a empresa busca ganhar flexibilidade financeira e direcionar recursos para negócios considerados mais rentáveis e com maior potencial de crescimento no longo prazo.

Outros ativos também estão no radar

Além da siderurgia, a CSN avalia desinvestimentos em outras frentes relevantes. No segmento de cimentos, a companhia conta com assessoria do Morgan Stanley e estuda a venda do controle da operação.
Já na área de infraestrutura, a estratégia envolve a alienação de uma participação entre 20% e 30% do negócio, com a entrada de um novo sócio. Nesse caso, Bradesco e Citibank atuam como assessores financeiros.
Segundo o Valor Econômico, a expectativa é que acordos nessas duas frentes sejam assinados no terceiro trimestre deste ano. As conversas com potenciais interessados já estariam em andamento.

Foco em rentabilidade e geração de valor

Internamente, a CSN vê o plano de desinvestimentos como um passo essencial para destravar valor. A companhia projeta que, com menor alavancagem e um portfólio mais enxuto, será possível dobrar o Ebitda em até oito anos.
O objetivo final é atingir uma relação dívida líquida sobre Ebitda próxima de uma vez, patamar considerado sustentável para o setor de mineração e siderurgia.

Mercado acompanha riscos de execução

Apesar da estratégia, o mercado segue atento aos riscos. Na semana passada, a S&P Global rebaixou o rating de crédito da CSN de BB- para B+, citando incertezas quanto ao prazo e à execução do plano de desalavancagem.
Segundo a agência, sem a concretização das vendas de ativos, a alavancagem ajustada pode permanecer acima de 5x em 2026. 
📈 A perspectiva negativa atribuída ao rating indica a possibilidade de novo rebaixamento nos próximos doze meses, caso a empresa enfrente atrasos nas transações ou piora operacional em um cenário ainda pressionado por investimentos elevados e custos financeiros.