Copel (CPLE6) pode pagar R$ 17,9 bilhões em dividendos até 2030, projeta BTG

O banco elevou o preço-alvo da ação de R$ 14 para R$ 18 e manteve recomendação de compra.

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Publicado em 26/03/2026 às 19:32h Publicado em 26/03/2026 às 19:32h por Matheus Silva
Na avaliação dos analistas, 2026 foi um ano de marcos relevantes para a companhia (Imagem: Divulgação/Copel)
Na avaliação dos analistas, 2026 foi um ano de marcos relevantes para a companhia (Imagem: Divulgação/Copel)
💰 As ações da Copel (CPLE3) acumulam alta de 58% nos últimos 12 meses e de 23% no ano, desempenho atípico para o setor elétrico. 
Para o BTG Pactual (BPAC11), porém, o movimento ainda não esgotou o potencial do papel. 
O banco elevou o preço-alvo da ação de R$ 14 para R$ 18 e manteve recomendação de compra.
Na avaliação dos analistas, 2026 foi um ano de marcos relevantes para a companhia. A conversão para o Novo Mercado e uma vitória expressiva no LRCAP (Leilão de Capacidade), que gerou R$ 6,5 bilhões em VPL (Valor Presente Líquido) para a empresa, equivalente a cerca de R$ 2,2 por ação.
"Estamos elevando o preço-alvo para refletir o sucesso do leilão e a nova projeção de preço de energia de longo prazo de R$ 250/MWh. Acreditamos que a ação deve apresentar um desempenho de baixo risco, com alto pagamento de dividendos e bom carrego nos próximos anos", afirmou o BTG.

Investimentos em expansão não comprometem os dividendos, avalia BTG

A Copel sinalizou ao mercado que investirá R$ 4,9 bilhões em dois projetos de expansão, o Foz do Areia e Segredo. 
Para o BTG, no entanto, os aportes não devem comprometer o fluxo de proventos de forma relevante, já que ambos os projetos apresentam retornos atrativos, com retorno real sobre o capital de 28% para Foz do Areia e de 20% para Segredo.
"A discussão sobre dividendos não deve ter grande relevância. Não há dúvida de que é muito melhor assumir o risco de construir ambos os projetos e capturar o VPL potencial mencionado do que simplesmente pagar mais dividendos", afirmaram os analistas.
Nos cálculos do banco, os dividendos projetados entre 2026 e 2030 somam R$ 17,9 bilhões com as novas estimativas de preço de energia, ante R$ 16,5 bilhões no cenário anterior. 
A relação dívida líquida sobre Ebitda deve atingir pico de 3,1 vezes durante a construção dos projetos e recuar para 2,3 vezes em 2030, quando as usinas estiverem plenamente operacionais. 
O BTG também destaca que um eventual início antecipado dos projetos poderia gerar cerca de R$ 1 bilhão adicional em VPL.

BTG eleva projeção de preço de energia para R$ 250/MWh

O banco revisou sua estimativa de preço de energia de longo prazo de R$ 200/MWh para R$ 250/MWh, citando maior intermitência do sistema elétrico, metodologia de preço spot mais confiável, ausência de novos projetos de pico com baixo custo variável e maior presença de usinas térmicas no horizonte.
Os analistas reconhecem que essa é uma das variáveis mais difíceis de prever no setor elétrico, sujeita a mudanças tecnológicas e regulatórias. 
📊 "No entanto, o cenário para o futuro próximo parece mais otimista, e nossa projeção anterior se mostrou conservadora diante da evolução do sistema", avaliou o BTG.