Como se organizar para fazer uma viagem no 1º trimestre de 2026?

O primeiro passo é colocar as contas em ordem, diz um dos especialistas.

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Publicado em 18/01/2026 às 08:08h - Atualizado 3 minutos atrás Publicado em 18/01/2026 às 08:08h Atualizado 3 minutos atrás por Elanny Vlaxio
O cenário de juros elevados também pode ajudar (Imagem: Shutterstock)
O cenário de juros elevados também pode ajudar (Imagem: Shutterstock)
Com o início de um novo ciclo financeiro, planejar uma viagem para o primeiro trimestre de 2026 exige atenção redobrada ao orçamento. Especialistas em finanças alertam que a organização deve começar bem antes de comprar passagens ou reservar hotéis, e passa, principalmente, por entender a própria realidade financeira.

Organização financeira e planejamento antecipado

Para o planejador financeiro e especialista em investimentos Jeff Patzlaff, o primeiro passo é colocar as contas em ordem antes de pensar na viagem. “Antes de pensar em arrumar as malas, você precisa arrumar a casa”, afirma. 
Segundo ele, o fim de ano pode comprometer as finanças de quem não seguiu um planejamento, já que janeiro traz despesas como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar. 
Para viajar no primeiro trimestre de 2026 sem aperto, é fundamental conhecer a própria realidade financeira, listar despesas e fazer um rebalanceamento quando necessário, garantindo clareza sobre para onde o dinheiro está indo. 
Patzlaff reforça que planejar não significa se privar: “Planejar não é se privar, é escolher onde você quer ser feliz primeiro”. Caso o orçamento esteja apertado, ele sugere considerar destinos nacionais ou cidades próximas, destacando que o mais importante é o descanso físico e mental, não a dívida deixada depois.

Estratégias de investimento e uso inteligente dos recursos

Na hora de guardar dinheiro para a viagem, Patzlaff recomenda aproveitar o cenário de juros elevados para buscar investimentos seguros e com liquidez, como CDBs de liquidez diária, fundos DI e caixinhas ou cofrinhos dos bancos, evitando deixar recursos parados na conta corrente. 
Para viagens internacionais, ele orienta não concentrar a compra de moeda estrangeira em um único momento. “Não espere o dólar cair drasticamente para comprar tudo de uma vez; use a estratégia do preço médio e vá comprando aos poucos”, explica. 
O especialista também sugere o uso de contas globais, que oferecem maior clareza sobre custos e taxas, além de facilitar o controle dos gastos. 
Outro ponto destacado é a possibilidade de utilizar pontos e milhas acumulados no cartão de crédito, muitas vezes suficientes para pagar hotel ou aluguel de carro, reduzindo a necessidade de dinheiro em espécie.

Definição de orçamento e disciplina no uso do cartão de crédito

Para o especialista em investimentos Douglas Dias, MBA em Finanças pela FBNF (Faculdade Brasileira de Negócios e Finanças), a organização começa com a definição do destino, da duração da viagem e do orçamento estimado. 
A partir disso, é possível calcular quanto precisa ser acumulado por mês e quais produtos financeiros podem ser utilizados até a data da viagem. Dias reconhece que, como o primeiro trimestre de 2026 está próximo, parte das despesas tende a ser organizada por meio do cartão de crédito. 
Nesse caso, ele pode ser um aliado, desde que usado com disciplina. O ideal é planejar o valor total da viagem, estabelecer um limite mensal compatível com o orçamento e evitar parcelamentos que comprometam os meses seguintes. 
Sempre que possível, o pagamento integral da fatura é fundamental para evitar juros e preservar o planejamento financeiro. Para o especialista, mais importante do que o meio de pagamento é a consciência do orçamento, que garante uma viagem tranquila sem comprometer a saúde financeira ao longo do ano.