Caixa pode comprar carteiras do BRB (BSLI4) para conter crise, diz jornal

A Caixa Econômica Federal estaria negociando a compra de carteiras de crédito do BRB, segundo reportagem de O Globo.

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Publicado em 20/02/2026 às 16:16h - Atualizado 13 horas atrás Publicado em 20/02/2026 às 16:16h Atualizado 13 horas atrás por Matheus Silva
O BRB é um dos principais afetados pelo caso Master (Imagem: Shutterstock)
O BRB é um dos principais afetados pelo caso Master (Imagem: Shutterstock)
🚨 A Caixa Econômica Federal estaria negociando a compra de carteiras de crédito do Banco de Brasilia - BRB (BSLI4), segundo reportagem do jornal O Globo. 
A movimentação ocorre em meio à crise desencadeada pelo caso envolvendo o Banco Master e pode representar uma alternativa para dar fôlego à instituição controlada pelo Distrito Federal.
De acordo com a publicação, também estariam em discussão possibilidades de formação de um consórcio para conceder empréstimo ao governo do Distrito Federal, que é o acionista controlador do BRB, como forma de viabilizar a capitalização do banco. 
As conversas, no entanto, ainda não teriam avançado a ponto de formalizar esse arranjo, e o governo nega negociações em curso.
A eventual venda de carteiras seria uma estratégia para ganhar tempo até a apresentação de uma solução definitiva para a instituição, que deve ser divulgada junto com os resultados financeiros. 
O BRB é um dos principais afetados pelo caso Master, após investigações da Policia Federal apontarem suposto repasse de R$ 12,2 bilhões em carteiras consideradas duvidosas.

Rombo de R$ 5 bilhões

O impacto potencial é relevante. Estimativas indicam que o rombo pode chegar a R$ 5 bilhões, valor que pode sair dos cofres do governo do Distrito Federal. 
O Banco Central do Brasil já sinalizou a possibilidade de perdas próximas desse montante, que precisariam ser provisionadas no balanço.
Segundo a reportagem, o interesse da Caixa estaria restrito às operações originadas pelo próprio BRB. A instituição federal não demonstraria apetite pelos ativos herdados do Banco Master, que a cúpula do BRB também tenta vender para mitigar os impactos da operação. 
Pelas contas do presidente do banco, Nelson de Souza, esses ativos podem alcançar R$ 21,9 bilhões.
O patrimônio líquido do BRB era de cerca de R$ 4 bilhões no segundo trimestre de 2025, último dado disponível. 
Caso as perdas se confirmem próximas de R$ 5 bilhões, o banco pode enfrentar desenquadramento das regras prudenciais, com risco de passivos superarem ativos. Nessa hipótese, será necessário apresentar um plano de readequação até 31 de março.
Diante desse cenário, um aporte do Distrito Federal é visto como praticamente inevitável para recompor o patrimônio. 
📊 Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que as conversas para viabilizar um empréstimo ao governo local evoluíram nos últimos dias, com maior otimismo sobre a possibilidade de um desfecho favorável.