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O ano de 2026 mal começou, e o mundo já se vê no meio de uma disputa geopolítica bastante importante. Enquanto ainda não se sabe o futuro da Venezuela, os investidores fazem suas apostas em direção à segurança da carteira de investimentos.
Por isso, ativos como o ouro e a prata têm registrado movimentos recordes nos últimos dias. Na segunda-feira (5), o metal precioso chegou a subir 2,5%, alcançando a cotação de US$ 4,4 mil por onça-troy.
O desempenho da prata foi ainda maior, de 7% no acumulado do dia, um número que não era visto há muito tempo. Nesta terça (6), o item é negociado por quase US$ 79 por onça-troy, de acordo com os monitores do setor mineral, chegando a mais de 160% em doze meses.
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O movimento de alta não se restringe a esses dois ativos, mas contempla também outros itens da mesma cadeia. Isso se justifica pelo fato de que, em momento de fortes oscilações no mercado global, os investidores buscam os recursos naturais como forma de proteger o patrimônio.
“Os investidores gostam de assumir riscos, mas querem ter uma proteção garantida. Trata-se de confiança com uma garantia, não de euforia”, afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management, à Associated Press.
O petróleo também é um recurso natural, mas segue uma dinâmica diferente, especialmente neste momento em que a Venezuela está no centro do debate global. O país latino tem uma das maiores reservas de óleo no mundo e poderia, de uma vez só, aumentar a oferta do item no mundo.
No entanto, muitos analistas entendem que isso não deve acontecer, dado o contexto de exploração e produção do petróleo no país. Anos de má gestão e de embargos econômicos dificultam uma rápida mudança na disponibilização da commodity, mesmo que os Estados Unidos decidam assumir a gestão desta área.
Na tarde de segunda, o petróleo tipo Brent fechou o pregão com alta de 1,6%, aos US$ 61,82 por barril. Nesta terça, o preço já avança para acima dos US$ 62, mostrando que a instabilidade dos preços deve se manter por alguns dias.
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