O
BRB (BSLI4) conseguiu na Justiça de Brasília o bloqueio e o arresto das ações da instituição compradas por investigados no caso Master.
⚖️ A decisão judicial afeta as participações mantidas no banco por fundos e executivos citados na
Operação Compliance Zero da PF (Polícia Federal), que revelou as fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master.
Entre os alvos da investigação, estavam o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o seu ex-sócio, Maurício Quadrado. O fundador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, também foi investigado e tinha ações do BRB.
De acordo com estimativas do portal G1, as ações bloqueadas pela Justiça estão avaliadas em aproximadamente R$ 376,4 milhões.
O BRB não confirmou o nome dos acionistas que tiveram suas participações bloqueadas, pois o processo corre em segredo de justiça.
Em fato relevante, o banco disse apenas que "a medida tem por objetivo possibilitar o futuro ressarcimento de prejuízos causados à companhia em razão de operações envolvendo o Banco Master".
Para isso, a decisão judicial ainda pede que os agentes de custódia dessas ações impeçam a venda dos ativos.
BRB busca capitalização
🏦 O Banco de Brasília injetou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas do Master, segundo investigações da PF. Além disso, tentou comprar parte da instituição, que foi liquidada pelo BC (Banco Central).
A instituição diz que já conseguiu liquidar ou substituir boa parte desses ativos. Ainda assim, busca uma forma de se capitalizar para tentar cobrir os outros prejuízos sofridos durante a crise do Master.
O plano do BRB prevê um aporte direto do seu controlador, além da possível emissão de novas ações.
O
governo do Distrito Federal enviou um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal na semana passada para poder avançar com a capitalização do BRB.
Pelo projeto, o governo pode vender imóveis ou bens públicos ou tomar até R$ 6,6 bilhões de empréstimos para injetar recursos no banco.
💲 Além disso, o BRB convocou uma assembleia geral de acionistas para discutir a possibilidade de capitalização da instituição por meio da
emissão de novas ações.
A ideia é levantar até R$ 8,86 bilhões através da emissão de até 1,675 bilhão de novas ações ordinárias (
BSLI3), a um preço de R$ 5,29 cada.
A proposta do BRB foi apresentada nessa quarta-feira (25) e deve ser discutida pelos acionistas em assembleia extraordinária convocada para o dia 18 de março.