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Brava Energia (BRAV3) encerrou o 4º trimestre de 2025 com um prejuízo líquido de R$ 588 milhões, o que representa uma redução de 43% em comparação ao prejuízo registrado no mesmo período do ano anterior. Apesar do resultado negativo na linha final, a companhia reportou recordes operacionais.
💰 A receita líquida da Brava no 4T25 atingiu R$ 2,5 bilhões, uma alta de 31% em relação ao 4T24. No acumulado de 2025, o faturamento somou R$ 11,6 bilhões, impulsionado por uma produção média anual recorde de 81,3 mil boe/d (barris de óleo equivalente por dia), um crescimento de 46% frente a 2024.
O crescimento da produção foi sustentado, principalmente, pela performance dos campos de Atlanta e Papa-Terra, que alcançaram seus melhores resultados históricos de eficiência operacional. No entanto, a produção diária no 4T25 (76,7 mil boe/d) sofreu uma retração de 16,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Essa queda trimestral é atribuída a manutenções programadas em Papa-Terra e Parque das Conchas, além de ajustes operacionais em Atlanta e Potiguar. O Ebitda Ajustado do trimestre foi de R$ 808 milhões, com margem de 31,7%. Embora o valor represente um avanço de 60% sobre o 4T24, houve uma queda de 38% na comparação com o 3T25.
💸 A empresa gerou US$ 37 milhões de caixa livre no último trimestre do ano, contribuindo para uma geração total de US$ 2,2 bilhões em 2025. Um dos principais marcos destacados pela administração foi o processo de desalavancagem. O índice de alavancagem financeira (Dívida Líquida/Ebitda) encerrou o ano em 2,16x, uma queda significativa em relação aos 3,37x registrados no primeiro trimestre de 2025.
A Brava também reportou o menor patamar histórico de seu custo de extração (lifting cost), que atingiu US$ 14,9/boe na média de 2025, uma queda de 15% em relação ao ano anterior. No segmento offshore, o custo foi ainda menor, fechando em US$ 13,4/boe.