Braskem (BRKM5) desaba na B3 com suspeita de calote ao Banco do Brasil

A Braskem negou ter deixado de pagar uma dívida de R$ 3,6 bi ao BB em 2025.

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Publicado em 12/02/2026 às 17:28h - Atualizado Agora Publicado em 12/02/2026 às 17:28h Atualizado Agora por Marina Barbosa
A Braskem caiu mais de 11% na B3 (Imagem: Shutterstock)
A Braskem caiu mais de 11% na B3 (Imagem: Shutterstock)
A Braskem (BRKM5) caiu mais de 11% na B3 nesta quinta-feira (12), diante da suspeita de que a petroquímica deu um calote bilionário ao Banco do Brasil (BBAS3).
Ao apresentar os resultados do quarto trimestre de 2025, o Banco do Brasil disse que a sua taxa de inadimplência foi afetada por "um caso específico" na carteira de títulos e valores mobiliários de pessoas jurídicas.
💸 Foi um atraso de R$ 3,6 bilhões de mais de 90 dias. Por isso, o indicador de atraso da carteira de pessoas jurídicas do BB subiu para 3,75%. Sem esse efeito pontual, essa taxa teria sido de 2,86%, segundo o BB.
Questionado sobre o assunto na apresentação dos resultados, o vice-presidente de riscos do Banco do Brasil, Felipe Prince, disse que não poderia revelar o nome da empresa, por questões de sigilo bancário.
Porém, afirmou que este era um caso antigo, que foi debatido ao longo de 2025 e voltou a ficar adimplente no início de 2026, depois que esse crédito foi cedido a um fundo.

Braskem entra no radar

⚠️ O mercado logo ligou o caso à Braskem, que depois foi a público negar quaisquer ligações com essa dívida.
O nome da petroquímica veio à tona já que sua controladora, a Novonor, negociou um acordo com bancos credores no ano passado para tentar reduzir a sua dívida.
O impasse terminou em dezembro, depois que a gestora IG4 Capital assumiu cerca de R$ 20 bilhões dessa dívida por meio de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios).
Essa dívida tinha como garantia ações da Braskem. Por isso, a transação ainda garantiu à IG4 Capital o controle da Braskem.
Como segunda maior acionista da Braskem, a Petrobras (PETR4) também poderia assumir o controle da petroquímica. Porém, decidiu não exercer o direito de preferência. A decisão da Braskem foi comunicado também nesta quinta-feira (12), horas antes do calote ao BB vir à tona.

Ações afundam

O Broadcast e a Folha de S. Paulo teriam confirmado a ligação entre a Braskem e o aumento da inadimplência do Banco do Brasil, o que alimenrou a queda das ações da petroquímica na Bolsa.
Os papeis preferenciais classe A (BRKM5) fecharam com uma queda de 11,27%, cotados a R$ 9,61.
O movimento interrompe uma sequência de quatro pregões positivos, que havia sido deflagrada pela aprovação de um projeto de lei que amplia os benefícios fiscais das indústrias química e petroquímica, beneficiando sobretudo a Braskem.

Braskem nega

Após o fechamento do mercado, no entanto, a Braskem publicou um comunicado ao mercado negando o calote.
A petroquímica disse que "não possui, ou possuía em 2025, exposição financeira material junto ao Banco do Brasil".
Além disso, garantiu que "está adimplente com as obrigações financeiras mantidas com tal instituição financeira, não tendo ocorrido qualquer inadimplemento no referido período de 2025".