Ao apresentar os
resultados do quarto trimestre de 2025, o Banco do Brasil disse que a sua taxa de inadimplência foi afetada por "um caso específico" na carteira de títulos e valores mobiliários de pessoas jurídicas.
💸 Foi um atraso de R$ 3,6 bilhões de mais de 90 dias. Por isso, o indicador de atraso da carteira de pessoas jurídicas do BB subiu para 3,75%. Sem esse efeito pontual, essa taxa teria sido de 2,86%, segundo o BB.
Questionado sobre o assunto na apresentação dos resultados, o vice-presidente de riscos do Banco do Brasil, Felipe Prince, disse que não poderia revelar o nome da empresa, por questões de sigilo bancário.
Porém, afirmou que este era um caso antigo, que foi debatido ao longo de 2025 e voltou a ficar adimplente no início de 2026, depois que esse crédito foi cedido a um fundo.
Braskem entra no radar
⚠️ O mercado logo ligou o caso à Braskem, que depois foi a público negar quaisquer ligações com essa dívida.
O nome da petroquímica veio à tona já que sua controladora, a Novonor, negociou um acordo com bancos credores no ano passado para tentar reduzir a sua dívida.
Essa dívida tinha como garantia ações da Braskem. Por isso, a transação ainda garantiu à IG4 Capital o controle da Braskem.
Ações afundam
O Broadcast e a Folha de S. Paulo teriam confirmado a ligação entre a Braskem e o aumento da inadimplência do Banco do Brasil, o que alimenrou a queda das ações da petroquímica na Bolsa.
Os papeis preferenciais classe A (
BRKM5) fecharam com uma queda de 11,27%, cotados a R$ 9,61.
Braskem nega
Após o fechamento do mercado, no entanto, a Braskem publicou um comunicado ao mercado negando o calote.
A petroquímica disse que "não possui, ou possuía em 2025, exposição financeira material junto ao Banco do Brasil".
Além disso, garantiu que "está adimplente com as obrigações financeiras mantidas com tal instituição financeira, não tendo ocorrido qualquer inadimplemento no referido período de 2025".