Bradesco aposta no 'shape' e coloca Smartfit (SMFT3) na carteira

Banco destaca crescimento sustentável, apostando em alta de 46%.

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Publicado em 27/01/2026 às 11:18h - Atualizado 5 minutos atrás Publicado em 27/01/2026 às 11:18h Atualizado 5 minutos atrás por Wesley Santana
Rede de academias está espalhada por vários países da América Latina (Imagem: Shutterstock)
Rede de academias está espalhada por vários países da América Latina (Imagem: Shutterstock)

O Bradesco BBI finalmente decidiu incluir uma rede de academias no seu portfólio de investimentos. O banco decidiu começar a fazer a cobertura da Smartfit (SMFT3), uma das maiores marcas do segmento na América Latina. 

Neste começo de cobertura, a recomendação é de compra para os papéis, conforme relatório divulgado pelos analistas. O preço alvo para o ativo é de R$ 32, com potencial valorização de 46% em relação à cotação desta terça-feira (27). 

Segundo o BBI, a companhia está bem posicionada em seu mercado, mantendo uma trajetória de crescimento sustentável. Além disso, há forte geração de caixa e a estratégia mostra que a marca tem capacidade de executar seu plano de negócios. 

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“Seguimos monitorando os vetores de risco apontados —especialmente competição e dinâmica do TotalPass —, mas entendemos que a combinação entre crescimento, rentabilidade e consolidação regional sustenta a recomendação positiva”, conclui.

Com a decisão, o Bradesco se junta a outras 12 instituições financeiras que fazem a cobertura. No geral, todas elas têm recomendação de compra para as ações da academia, sendo que a maioria tem preço alvo médio de R$ 30.

Briga de gigantes

Por muitos anos, a Smartfit nadou de braçados em um mar com poucos concorrentes. Antes, a disputa era com academias locais, que, em muitos casos, ofereciam infraestrutura limitada aos usuários. 

No entanto, desde a pandemia, a situação mudou e outros grandes nomes entraram para disputar o mercado. Hoje, Skyfit (600 unidades), Panobianco (400 unidades) e BlueFit (200 unidades) são as principais concorrentes. 

O salto no número de academias acompanha uma mudança no comportamento do brasileiro. Além das pessoas passarem a ir mais à academia, a chegada das canetas emagrecedoras também fomentou a profusão de redes pelo país. 

No último ano, o Brasil liderou a lista em número de pessoas que afirmaram pagar mensalidade de academias. 

“Esse cenário trouxe para o mercado um olhar de grandes investidores. Tem crescido o número de empresários que entram no mercado com uma estrutura gerencial muito bem planejada, antes mesmo de abrir as portas”, comenta Ailton Mendes, presidente da Acad Brasil, em entrevista ao InvestNews.