Nvidia (NVDC34) anuncia investimento de US$ 4 bi para turbinar chips de IA
A companhia vai investir US$ 4 bilhões nas fabricantes Lumentum e Coherent para levar tecnologia fotônica aos seus chips.
🚨 Desde o lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022, a IA (inteligência artificial) se consolidou como o centro dos investimentos tecnológicos, transformando empresas, movimentando mercados e alimentando projeções trilionárias.
No entanto, vozes influentes do setor começam a alertar sobre a possibilidade de estarmos vivendo uma “bolha”.
A comparação com momentos históricos, como as ferrovias do século XIX ou a bolha das empresas ".com" nos anos 2000, tem ganhado força. A preocupação, agora, é que a valorização acelerada das empresas ligadas à IA esteja se afastando dos fundamentos econômicos, repetindo ciclos anteriores de euforia e colapso.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, foi um dos primeiros a sugerir que o momento atual lembra os anos 1990, quando a internet vivia seu auge especulativo.
Em conversa com jornalistas, ele criticou o volume de capital sendo investido em startups com "três pessoas e uma ideia", destacando a irracionalidade do mercado.
Sundar Pichai, CEO da Alphabet (GOGL34), controladora do Google, seguiu a mesma linha: “Nenhuma empresa, nem mesmo o Google, está imune a um possível colapso da IA”, afirmou em entrevista à BBC.
Pichai destacou que há elementos de racionalidade nos investimentos atuais, mas também sinais de exagero. “Espero que, como na internet, o impacto estrutural da IA sobreviva a qualquer correção.”
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Um relatório do Goldman Sachs aponta que, desde 2020, o valor de mercado de empresas ligadas à IA cresceu mais de US$ 19 trilhões.
A NVIDIA (NVDC34), por exemplo, atingiu um valor de mercado de US$ 5 trilhões em outubro — mais que o dobro do PIB brasileiro.
A startup Anthropic, mesmo ainda operando no prejuízo, teve seu valuation saltando de US$ 183 bilhões para US$ 350 bilhões em apenas dois meses.
O entusiasmo se traduz também em gastos crescentes. Microsoft (MSFT34), Meta (M1TA34) e Alphabet (GOGL34) juntas investiram mais de US$ 78 bilhões em infraestrutura de IA, segundo os balanços mais recentes
A consultoria Gartner estima que os investimentos globais em inteligência artificial devem alcançar US$ 1,5 trilhão até o fim de 2025.
Mas a escalada gera desconfiança. Pesquisas apontam que 54% dos gestores de fundos acreditam que o mercado já vive uma bolha de IA.
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Historicamente, bolhas se formam quando expectativas desconectadas da realidade inflacionam preços com base em projeções excessivamente otimistas.
O estouro acontece quando essa confiança se rompe, seja por uma notícia negativa, restrição de crédito ou queda no fluxo de novos investimentos.
Segundo estudo da XP Investimentos, o atual ciclo da IA concentra mais de 50% do valor do S&P 500 em apenas vinte empresas, e a maioria está exposta diretamente à inteligência artificial. Esse grau de concentração aumenta o risco de uma correção brusca.
Se a bolha estourar, os impactos não ficariam restritos às ações de tecnologia. ETFs passivos, fundos de pensão e até investidores que não aplicaram diretamente em IA sofreriam com a queda dos grandes índices.
Estima-se que uma crise severa nessa área poderia eliminar até US$ 20 trilhões em valor de mercado global, com reflexos no consumo, no crédito e na confiança dos investidores.
De acordo com simulações macroeconômicas, uma retração dessa magnitude reduziria o consumo americano em até US$ 500 bilhões, o equivalente a 1,6% do PIB dos Estados Unidos.
Para alguns especialistas, como Maria Irene Jordão, da XP, o mercado pode, sim, estar vivendo uma bolha parcial. Ela cita a velocidade de valorização e a concentração de capital como sinais clássicos, mas pondera que os fundamentos da IA são mais sólidos do que os da internet nos anos 2000.
A companhia vai investir US$ 4 bilhões nas fabricantes Lumentum e Coherent para levar tecnologia fotônica aos seus chips.
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