BofA revela suas 3 ações favoritas para lucrar com o agronegócio em 2026

Segundo os analistas do Bank of America, o setor registrou um retorno 17 pontos percentuais abaixo do Ibovespa em 2025.

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Publicado em 07/01/2026 às 17:58h - Atualizado 1 dia atrás Publicado em 07/01/2026 às 17:58h Atualizado 1 dia atrás por Matheus Silva
O BofA mapeou cinco temas dominantes que devem servir de bússola para o investidor (Imagem: Shutterstock)
O BofA mapeou cinco temas dominantes que devem servir de bússola para o investidor (Imagem: Shutterstock)
🚨 O agronegócio brasileiro entra em 2026 com um "desconto" atrativo na prateleira do mercado financeiro. 
Segundo os analistas do Bank of America (BofA), o setor registrou um retorno 17 pontos percentuais abaixo do Ibovespa (IBOV) em 2025. 
No entanto, o que parece um desempenho fraco é lido pelo banco como uma janela de oportunidade, especialmente agora que o ciclo de queda de juros nos EUA e no Brasil começa a aliviar o fardo das empresas mais endividadas.
A tese central é que a flexibilização monetária favorece diretamente o consumo de bens essenciais e reduz o custo de capital para companhias alavancadas. 
Nesse cenário, nomes como Cosan (CSAN3), Raízen (RAIZ4) e MBRF (MBRF3) ganham fôlego renovado, pois o custo da dívida cai enquanto o valor presente dos fluxos de caixa futuros aumenta.

Os 5 pilares para o agro em 2026

O BofA mapeou cinco temas dominantes que devem servir de bússola para o investidor:

Estímulo ao consumo

O ano de 2026 será marcado por gastos eleitorais e possíveis isenções fiscais, além do impacto psicológico e econômico da Copa do Mundo, que historicamente impulsiona o consumo de alimentos e bebidas.

Custos sob controle

A desaceleração da inflação e um dólar mais comportado devem estabilizar os custos de produção, favorecendo margens em setores que dependem de ração animal e embalagens.

Resiliência nos frigoríficos

Espera-se uma normalização nas margens do frango e estabilidade na carne bovina no Brasil, equilibrando eventuais pressões no mercado norte-americano.

Eficiência de capital

Com a Selic em trajetória descendente, empresas com histórico de boa alocação de recursos devem se destacar.

Seletividade ante a commodities

Como os preços das commodities estão sob pressão, o banco recomenda focar em empresas com histórias individuais de crescimento, e não apenas no ciclo de preços.

O "Top 3" do Bank of America

Dentro desse tabuleiro, o BofA selecionou três nomes como suas preferências absolutas para o ano:

JBS (JBSS32)

Atua como uma espécie de porto seguro. Sua plataforma global diversificada e o forte momento de lucros tornam o valuation da companhia extremamente atrativo para investidores que buscam proteção contra a volatilidade das eleições presidenciais de 2026.

Cosan (CSAN3)

Apesar do recente mau humor do mercado com o papel, o BofA acredita que o processo de desalavancagem, reforçado pelo aumento de capital de 2025, deve começar a aparecer nos resultados. 
A holding de Rubens Ometto é vista como uma aposta na eficiência operacional do Brasil.

3tentos (TTEN3)

É a "joia do crescimento" na lista. Com o início das operações de sua nova usina de etanol de milho, a estimativa é de um crescimento anual composto (CAGR) do Ebitda de impressionantes 26% até 2028. É a escolha para quem busca expansão acelerada.
📊 Embora o cenário eleitoral traga uma nuvem de incerteza e volatilidade histórica, os fundamentos de consumo e a queda dos juros desenham um horizonte onde o agronegócio pode, finalmente, recuperar o terreno perdido e voltar a ser a locomotiva da B3 em 2026.