🚨 O agronegócio brasileiro entra em 2026 com um "desconto" atrativo na prateleira do mercado financeiro.
Segundo os analistas do Bank of America (BofA), o setor registrou um retorno 17 pontos percentuais abaixo do
Ibovespa (IBOV) em 2025.
No entanto, o que parece um desempenho fraco é lido pelo banco como uma janela de oportunidade, especialmente agora que o ciclo de queda de juros nos EUA e no Brasil começa a aliviar o fardo das empresas mais endividadas.
A tese central é que a flexibilização monetária favorece diretamente o consumo de bens essenciais e reduz o custo de capital para companhias alavancadas.
Os 5 pilares para o agro em 2026
O BofA mapeou cinco temas dominantes que devem servir de bússola para o investidor:
Estímulo ao consumo
O ano de 2026 será marcado por gastos eleitorais e possíveis isenções fiscais, além do impacto psicológico e econômico da
Copa do Mundo, que historicamente impulsiona o consumo de alimentos e bebidas.
Custos sob controle
A desaceleração da
inflação e um
dólar mais comportado devem estabilizar os custos de produção, favorecendo margens em setores que dependem de ração animal e embalagens.
Resiliência nos frigoríficos
Espera-se uma normalização nas margens do frango e estabilidade na carne bovina no Brasil, equilibrando eventuais pressões no mercado norte-americano.
Eficiência de capital
Com a Selic em trajetória descendente, empresas com histórico de boa alocação de recursos devem se destacar.
Seletividade ante a commodities
Como os preços das commodities estão sob pressão, o banco recomenda focar em empresas com histórias individuais de crescimento, e não apenas no ciclo de preços.
O "Top 3" do Bank of America
Dentro desse tabuleiro, o BofA selecionou três nomes como suas preferências absolutas para o ano:
Atua como uma espécie de porto seguro. Sua plataforma global diversificada e o forte momento de lucros tornam o valuation da companhia extremamente atrativo para investidores que buscam proteção contra a volatilidade das eleições presidenciais de 2026.
Apesar do recente mau humor do mercado com o papel, o BofA acredita que o processo de desalavancagem, reforçado pelo aumento de capital de 2025, deve começar a aparecer nos resultados.
A holding de Rubens Ometto é vista como uma aposta na eficiência operacional do Brasil.
É a "joia do crescimento" na lista. Com o início das operações de sua nova usina de etanol de milho, a estimativa é de um crescimento anual composto (CAGR) do Ebitda de impressionantes 26% até 2028. É a escolha para quem busca expansão acelerada.
📊 Embora o cenário eleitoral traga uma nuvem de incerteza e volatilidade histórica, os fundamentos de consumo e a queda dos juros desenham um horizonte onde o agronegócio pode, finalmente, recuperar o terreno perdido e voltar a ser a locomotiva da B3 em 2026.