BofA dobra aposta no BB (BBAS3) com potencial alta de 10% e dividendos “altos”

Um dos pontos destacados pelo BofA foi o dividend yield projetado para 2025, estimado em 9%.

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Publicado em 27/02/2025 às 14:14h - Atualizado 3 minutos atrás Publicado em 27/02/2025 às 14:14h Atualizado 3 minutos atrás por Matheus Rodrigues
Além disso, a expectativa de lucro líquido foi ajustada para R$ 39 bilhões (Imagem: Shutterstock)

💲 O Banco do Brasil (BBAS3) voltou ao radar dos investidores após a revisão de projeções pelo Bank of America (BofA).

Com um novo preço-alvo de R$ 31, ante os R$ 29 anteriores, a recomendação permaneceu neutra, sugerindo um potencial de valorização de 10% para as ações do banco estatal.

Um dos pontos destacados pelo BofA foi o dividend yield projetado para 2025, estimado em 9%.

Além disso, a expectativa de lucro líquido foi ajustada para R$ 39 bilhões, dentro da faixa indicativa (guidance) de R$ 37 bilhões a R$ 41 bilhões fornecida pelo próprio banco.

O novo valor representa um crescimento de 3% nos lucros para 2025, abaixo da estimativa anterior de 7% para 2024.

O relatório enfatiza que, historicamente, o Banco do Brasil tem entregue resultados dentro ou acima das previsões estabelecidas.

Desde 2017, a instituição registrou um desempenho alinhado ou superior às projeções de lucro líquido divulgadas ao mercado.

Desafios frente aos concorrentes privados

Apesar das perspectivas positivas, o BBAS3 pode enfrentar um crescimento mais modesto em relação aos bancos privados.

O Itaú (ITUB4) e o Bradesco (BBDC4) devem apresentar um crescimento de 9% e 14%, respectivamente, superando o Banco do Brasil no período.

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Entre os fatores que explicam essa diferença, destacam-se:

  • Receita de tarifas com menor crescimento em comparação aos concorrentes;
  • Maior custo de risco, especialmente com a implementação da Resolução CMN 4.966, que impacta diretamente o banco estatal.
  • Margem de juros resiliente e projeções para o futuro

Um dos pontos favoráveis para o Banco do Brasil é a expectativa de uma margem líquida de juros (NIM) resiliente.

A instituição deve se beneficiar da reprecificação das taxas de empréstimo, de ganhos mais robustos em tesouraria e de um custo de financiamento relativamente estável.

Por outro lado, o BofA prevê que o crescimento do lucro por ação (EPS) do Banco do Brasil será de 4% ao ano (CAGR) até 2027, uma desaceleração significativa em relação ao ritmo de 22% registrado nos últimos três anos.

Esse cenário pode impactar o retorno sobre patrimônio líquido (ROE), projetado para cair de 21,1% em 2023 para 18,1% em 2027.

BBAS3 no acumulado do ano

📈 Mesmo com essas projeções mais conservadoras, as ações do Banco do Brasil registram alta de 17% no acumulado do ano, demonstrando a resiliência do papel no mercado.

O desempenho reflete o apetite dos investidores por empresas com dividendos elevados e projeções de crescimento, ainda que mais modestas em comparação a seus pares privados.