💲 O Bitcoin (BTC) segue superando marcas históricas e
acendendo o debate sobre a possibilidade de atingir a impressionante cotação de
US$ 100 mil até o final de 2024.
Nesta semana, a criptomoeda líder do mercado registrou um
novo recorde de US$ 90 mil, superando também a marca de R$ 500 mil no mercado
brasileiro.
A crescente valorização do ativo impulsiona investidores e
especialistas a avaliar até onde a moeda pode chegar nos próximos dias.
Analistas apontam diversos fatores que estão alimentando
esse otimismo, incluindo uma combinação de cenário macroeconômico favorável e
maior interesse institucional em ativos digitais.
O recém-eleito presidente dos Estados Unidos, que expressou
apoio à expansão do setor de criptomoedas, vem promovendo políticas para tornar
o país uma referência global em criptoativos.
O cenário econômico norte-americano, com dados robustos de
crescimento, também tem favorecido o apetite dos investidores por Bitcoin e
outros ativos digitais.
Investidores de peso impulsionam demanda
Dados de mercado mostram um aumento substancial no volume de
negociação de produtos financeiros lastreados em BTC.
No início desta semana, ETFs (fundos de índice) de Bitcoin
movimentaram US$ 1,1 bilhão, com destaque para o iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock, que sozinho captou US$ 756,6 milhões.
O fluxo recente elevou o IBIT à posição de maior fundo
cripto da BlackRock, ultrapassando até mesmo seu ETF de ouro, que
historicamente atraiu grandes investidores em busca de proteção.
Segundo Beto Fernandes, analista da Foxbit, esse aumento
específico nos fundos de Bitcoin reflete uma demanda direcionada pela
criptomoeda, diferenciando-a de outros ativos de risco.
“O cenário atual é marcado pela crescente independência do
Bitcoin frente ao mercado de risco. Cada ciclo reafirma que a criptomoeda não
precisa de validação externa para continuar sua trajetória de valorização”,
afirma Fernandes.
No Brasil, a Verde Asset Management, uma das gestoras mais
respeitadas do país, anunciou recentemente uma pequena posição em Bitcoin,
justificando a decisão pela expectativa de uma valorização a longo prazo.
Para Paula Reis, analista da Ripio, a apreciação do BTC
frente ao real tende a se manter, especialmente se o dólar seguir em alta.
Segundo ela, o próximo suporte da criptomoeda no Brasil pode
estar na faixa dos R$ 480 mil, enquanto um alvo otimista indicaria R$ 590 mil.
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Mercados de previsão mostram otimismo moderado
Além das negociações tradicionais, plataformas de previsão,
como Polymarket e Kalshi, revelam um forte interesse em apostas sobre o valor
futuro do Bitcoin.
A enquete "Bitcoin atingirá US$ 100 mil até o final de
2024?", por exemplo, já movimentou US$ 3,1 milhões no Polymarket. A
maioria dos apostadores (56%) acredita que o BTC tem condições de alcançar essa
meta até dezembro.
Entretanto, o cenário não é unânime. Enquanto parte dos
apostadores mira nos US$ 100 mil, uma fração ainda mais otimista aponta para
valores até US$ 150 mil.
Especialistas alertam, contudo, que esses mercados de
previsão não devem ser confundidos com pesquisas de opinião.
Eles medem, essencialmente, a probabilidade de um evento,
capturando o sentimento dos investidores e não necessariamente a decisão de
compra.
Criptomoedas com potencial de alta, mas com riscos
💲 A volatilidade do mercado de criptomoedas é um ponto que
continua a gerar cautela entre especialistas.
Embora as perspectivas para o Bitcoin pareçam promissoras,
analistas reforçam que as criptos devem ser tratadas como ativos de alto risco.
A orientação é que investidores aloque apenas capital que
possam manter imobilizado, dado o risco de perdas expressivas.
Matias Part, da Bitget, explica: “Com o ano chegando ao fim
e o BTC rompendo novos recordes, o cenário é positivo. Porém, o investidor deve
sempre avaliar a volatilidade do mercado antes de embarcar na euforia.”
O impulso do Bitcoin nas últimas semanas tem cativado tanto
investidores institucionais quanto varejistas, e a especulação sobre sua
valorização a US$ 100 mil pode se tornar um marco importante no mundo
financeiro.