Bitcoin (BTC) cai 30% e corta R$ 300 bilhões de companhias da B3

Sem sinal claro de reversão, companhias com caixa em BTC acumulam perdas.

Author
Publicado em 11/02/2026 às 13:35h - Atualizado 5 minutos atrás Publicado em 11/02/2026 às 13:35h Atualizado 5 minutos atrás por Wesley Santana
Meliuz é uma das companhias que mantém criptomoedas em caixa (Imagem: Shutterstock)
Meliuz é uma das companhias que mantém criptomoedas em caixa (Imagem: Shutterstock)

A principal criptomoeda do mundo passa por um dos seus piores momentos. Nesta quarta-feira (11), o Bitcoin (BTC) opera com baixa de quase 4%, encostando nos US$ 66 mil.

Com isso, desde o começo do ano, o token já acumula uma desvalorização de quase 30%. O número representa um dos piores momentos da história do ativo, que se tornou reserva de caixa para algumas empresas.

E justamente essas companhias veem o valor de mercado em queda livre. Três empresas da B3 amargam, juntas, uma perda de quase R$ 300 bilhões em valuation.

O caso mais grave é o da OranjeBTC (OBTC3), que chegou à bolsa há alguns meses e não conseguiu vingar. Desde outubro do ano passado, a companhia viu o preço de suas ações despencar 67% na B3, passando de R$ 18 para os atuais R$ 6,30.

Leia mais: Inter (INBR32) tem lucro recorde em 2025 e anuncia dividendos

A situação só não é pior que a da MicroStrategy (M2ST34), que, no acumulado desde 2022, segura uma perda de 69%. Os BDRs da empresa até tiveram bons momentos no balcão, mas eles foram apagados pela repercussão recente do BTC.

Quem também sofre é a Méliuz (CASH3), que tem parte do seu caixa exposto ao ativo digital. Neste caso, nos últimos12 meses, a baixa ficou na casa de 10%, com os papéis negociando em R$ 3,40 nesta quarta.

O que une esses três casos é o fato de que são empresas chamadas de Bitcoin Treasury. Elas resolveram manter suas reservas em Bitcoin, em alternativo a ativos mais tradicionais, como o dólar ou o ouro.

No caso da Strategy, a exposição ao Bitcoin chega a ser de 713 mil unidades. Elas foram compradas por um preço médiode US$ 76 mil, o que mostra um prejuízo em relação ao valor atual da cripto no mercado global.

Em entrevista ao Estadão, o CEO da OranjeBTC diz que a empresa passa por esse momento com tranquilidade. Tambémressaltou que, por ter a atuação voltada às criptos, quando o segmento cai, os custos operacionais também acompanham, o que, teoricamente, reduziria o prejuízo.

Ainda não está claro quando este movimento de baixa do BTC vai parar, nem se, de fato, ele vai. Uma série de fatores no ambiente macroeconômico pressiona o preço de mercado do ativo, que lidera em aceitação dentro de seu mercado.