BBI aposta em empresa que pode valorizar 50% e ainda pagar dividendos gordos

A recomendação ocorre após a empresa levantar quase R$ 500 milhões em uma oferta pública de ações, realizada no fim de janeiro.

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Publicado em 04/03/2026 às 14:13h - Atualizado 3 minutos atrás Publicado em 04/03/2026 às 14:13h Atualizado 3 minutos atrás por Matheus Silva
Por volta das 14h desta quarta (4), as ações da Moura Dubeux subiam cerca de 5,20% (Imagem: Shutterstock)
Por volta das 14h desta quarta (4), as ações da Moura Dubeux subiam cerca de 5,20% (Imagem: Shutterstock)
🚀 O Bradesco BBI revisou nesta quarta-feira (4) suas projeções para a Moura Dubeux (MDNE3), elevando o preço-alvo das ações de R$ 40 para R$ 47 ao fim de 2026 e mantendo a recomendação outperform, equivalente à indicação de compra.
Com a cotação da construtora em torno de R$ 31,73 no momento do relatório, o novo valor representa um potencial de valorização de aproximadamente 50%, segundo os analistas do banco.
Por volta das 14h desta quarta (4), as ações da Moura Dubeux subiam cerca de 5,20% na bolsa, acumulando alta de 38% no ano.

Por que o BBI revisou as projeções agora

A atualização ocorre após a Moura Dubeux levantar quase R$ 500 milhões em uma oferta pública de ações, o chamado follow-on, realizada no fim de janeiro.
Segundo os analistas Bruno Mendonça, Pedro Lobato e Herman Lee, o aumento de capital dobrou a liquidez dos papéis. O volume médio diário de negociações saltou de R$ 10 milhões para R$ 40 milhões em um ano, o que, na visão do banco, deve ampliar a visibilidade da empresa entre investidores nacionais e estrangeiros.
De acordo com o trio, os recursos captados serão usados para fortalecer o balanço, acelerar lançamentos da marca Única, voltada ao MCMV (Minha Casa, Minha Vida), e ampliar a distribuição de dividendos.

Expansão no segmento econômico como motor de crescimento

O BBI avalia que a unidade Única deve se tornar um dos principais vetores de crescimento da Moura Dubeux nos próximos anos. A construtora já conta com aproximadamente R$ 2 bilhões em pipeline de projetos e mantém uma joint venture com a Direcional (DIRR3) para desenvolver parte dos empreendimentos.
As projeções do banco estimam lançamentos de R$ 500 milhões no segmento econômico em 2026, saltando para R$ 1,5 bilhão em 2027.
No total, o Bradesco BBI projeta que a Moura Dubeux alcance cerca de R$ 5 bilhões em lançamentos anuais a partir de 2027, com lucro líquido estimado em R$ 605 milhões para 2026 e R$ 648 milhões para 2027.
Na avaliação dos analistas, a entrada no segmento econômico é positiva, enquanto o modelo tradicional de médio e alto padrão da companhia segue com demanda sólida.
O banco compara a Moura Dubeux à Cyrela em São Paulo e no Rio de Janeiro, "ambas dominantes no setor de rendimento médio e alto em seus mercados principais, o que proporciona vantagens competitivas, especialmente na aquisição de terrenos e na força de vendas", segundo o relatório.

Dividendos e múltiplos abaixo dos pares

O relatório do BBI projeta dividend yield de 6% a 7% para 2026, com expectativa de manutenção ou leve alta dos proventos em 2027, acompanhando o crescimento do lucro.
O banco aponta ainda que a Moura Dubeux negocia a múltiplos abaixo da média do setor, com P/L (Preço sobre Lucro) de 5,3 vezes.

Riscos apontados pelo banco

O Bradesco BBI lista como principais riscos a oscilação na demanda por condomínios, a volatilidade nos custos de construção e a escassez de mão de obra qualificada.
📈 Sobre a expansão no MCMV, os analistas ressaltam que "o principal risco para o caso de investimento se relaciona atualmente com a expansão da companhia no MCMV, dado que não é simples para uma construtora de médio e alto padrão aumentar significativamente sua participação nesse segmento."