BB (BBAS3) anuncia R$ 1,2 bilhão em JCP após lucro acima do esperado

Para ter direito ao provento, o investidor precisa estar posicionado no papel até 23 de fevereiro.

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Publicado em 11/02/2026 às 19:10h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 11/02/2026 às 19:10h Atualizado 1 minuto atrás por Matheus Silva
O valor bruto corresponde a R$ 0,21 por ação e será pago no dia 5 de março (Imagem: Shutterstock)
O valor bruto corresponde a R$ 0,21 por ação e será pago no dia 5 de março (Imagem: Shutterstock)
💰 O Banco do Brasil (BBAS3) aprovou o pagamento de R$ 1,2 bilhão em juros sobre o capital próprio (JCP), conforme comunicado divulgado ao mercado nesta quarta-feira (11).
O valor bruto corresponde a R$ 0,21 por ação e será pago no dia 5 de março de 2026. Para ter direito ao provento, o investidor precisa estar posicionado no papel até 23 de fevereiro. A partir de 24 de fevereiro, as ações passam a ser negociadas “ex-proventos”.
A distribuição reforça a estratégia do banco de manter remuneração consistente aos acionistas, mesmo em um cenário de maior pressão sobre resultados.

Política de payout segue em 30%

Em janeiro, o Banco do Brasil já havia reafirmado que pretende manter payout de 30% ao longo de 2026, por meio de dividendos e/ou JCP.
A sinalização é relevante porque, apesar da volatilidade recente nos lucros, a instituição indica compromisso com previsibilidade na remuneração ao acionista.
Para investidores focados em renda, o BB segue como um dos principais nomes do setor financeiro na B3.

Lucro surpreendeu no 4T25

O anúncio do JCP vem logo após a divulgação do resultado do quarto trimestre de 2025. O banco reportou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, queda de 40% na comparação anual, mas bem acima das expectativas do mercado, que apontavam cerca de R$ 4 bilhões.
Na comparação com o terceiro trimestre, o lucro avançou 51%, indicando recuperação sequencial relevante.
O desempenho ocorre em meio a um ambiente mais desafiador, marcado pela deterioração da inadimplência no agronegócio e pela implementação da Resolução CMN nº 4.966/2021, que elevou as exigências de provisão para perdas de crédito.

Entre incertezas e retorno ao acionista

O Banco do Brasil ainda atravessa um período de maior observação por parte dos investidores, especialmente após a pressão na carteira do agro e a queda na rentabilidade ao longo de 2025.
Ainda assim, a combinação de lucro acima do esperado e manutenção do pagamento de proventos ajuda a reduzir parte das incertezas no curto prazo.
💲Para o investidor, o foco agora se volta para dois pontos centrais, como a estabilização da qualidade do crédito e a capacidade do banco de sustentar rentabilidade e geração de caixa ao longo de 2026.