Azul surpreende e dispara 160% após tombo histórico; IBOV ensaia 140 mil pontos

Volatilidade marca a reação do mercado ao aumento de capital da companhia aérea.

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Publicado em 09/01/2026 às 12:45h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 09/01/2026 às 12:45h Atualizado 2 minutos atrás por Wesley Santana
Azul é uma das três maiores companhias aéreas do país (Imagem: Shutterstock)
Azul é uma das três maiores companhias aéreas do país (Imagem: Shutterstock)

Quem acompanhou as ações da Azul (AZUL54) nos últimos dias viu o tombo que a companhia registrou. Na última quinta-feira (8), o bloco de ações fechou cotado em R$ 25, depois que a companhia anunciou um aumento de capital da ordem de R$ 7,4 bilhões.

No entanto, as ações acordaram em um sentido totalmente oposto nesta sexta (9), chegando a uma valorização de 160% nas primeiras horas do pregão. Por volta das 12h, os papéis eram negociados cravados em R$ 65 no balcão, conforme informações da B3.

O movimento de forte oscilação acontece no contexto da reação dos investidores em relação à diluição de suas participações na companhia. Com o aumento de capital, muitos acionistas passarão a ter uma menor parte do controle acionário.

Muitos analistas entendem que essa performance já era esperada em razão da estratégia que a Azul escolheu para reestruturar seus negócios. Quem apostou na companhia nesta semana pode obter algum tipo de lucro com a valorização de hoje, mas quem já estava comprado permanece com prejuízos relevantes, já que, apenas neste começo de ano, as ações caem quase 100%.

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E o Ibovespa?

Também nesta sexta, o Ibovespa (IBOV) opera com alta de 0,6%, ensaiando chegar aos 164 mil pontos. Desde 1º de janeiro, o principal indicador da bolsa brasileira cresceu 1,75%.

A principal ação responsável por essa alta é a São Martinho (SMTO3), que avança 6% no dia, para perto de R$ 15. Os papéis da CVC (CVCB3) e da Cury (CURY3) também carregam valorização de cerca de 4%.

Entre as blue chips da bolsa, o melhor desempenho é da Petrobras (PETR4), que vê seu valor de mercado aumentar em 1,3% no dia. Entre os piores movimentos, o Pão de Açúcar (PCAR3) lidera com baixa de 4%, performando abaixo de R$ 4.

No câmbio, o real faz pressão no dólar dos Estados Unidos, que cai 0,5% e é negociado a R$ 5,36. O mesmo acontece com o euro, que cai 0,7% e opera na casa de R$ 6,23, de acordo com dados do Banco Central.

No segmento cripto, o índice CoinDesk 20, que reúne os 20 principais tokens do mercado, recua 1%, aos 2.900 pontos. O Bitcoin (BTC) também opera no campo vermelho, com perda de 0,4% no dia.