Azul (AZUL54): Por que ações tombam mais de 67% nesta quinta-feira (8)?

O movimento negativo está acontecendo desde dezembro de 2025.

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Publicado em 08/01/2026 às 14:36h - Atualizado 11 horas atrás Publicado em 08/01/2026 às 14:36h Atualizado 11 horas atrás por Elanny Vlaxio
As ações estavam sendo negociadas a R$ 83,48 (Imagem: Shutterstock)
As ações estavam sendo negociadas a R$ 83,48 (Imagem: Shutterstock)
💲 Depois de despencarem mais de 50%, os papéis da Azul (AZUL54) voltaram a afundar nesta quinta-feira (8). Logo pela manhã, por volta das 11h (horário de Brasília), a queda já alcançava 65%. No início da tarde, às 14h50, as ações aprofundaram as perdas e recuavam 67,26%, sendo negociadas a R$ 83,48.
O movimento negativo está acontecendo desde dezembro de 2025, quando a empresa anunciou a emissão de novas ações para otimizar a estrutura de capital. Já na primeira semana de 2026, a companhia informou que seu Conselho de Administração aprovou e homologou o aumento efetivo do capital social no âmbito de uma oferta pública primária de ações ordinárias e preferenciais. 
💰 No total, foram emitidas 723.861.340.715 novas ações ordinárias e igual quantidade de ações preferenciais. Os papéis foram precificados em R$ 0,00013527 por ação ordinária e R$ 0,01014509 por ação preferencial. Com isso, a operação alcançou o montante de R$ 7,44 bilhões, sendo cerca de R$ 97,9 milhões referentes às ações ordinárias e aproximadamente R$ 7,34 bilhões às preferenciais.
Na oferta prioritária, destinada aos acionistas, só foram considerados válidos os pedidos realizados em cestas padronizadas, ou seja, múltiplos inteiros de 1.000.000 de ações ordinárias ou 10.000 ações preferenciais. A mesma lógica foi aplicada à oferta institucional, voltada exclusivamente a investidores profissionais.
🤑 Após a conclusão da capitalização, o capital social da Azul passou para R$ 14,57 bilhões, dividido em 1.450.747.686.304 ações, das quais 725,9 bilhões são ordinárias e 724,7 bilhões preferenciais. A empresa reforçou que essa oferta integra o plano de reestruturação nos Estados Unidos, realizado sob o Chapter 11 do código de falências norte-americano.