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Azul (AZUL53) vai agrupar as suas ações, transformando 150 mil papeis em um único ativo. E, com isso, ganhará um novo ticker de negociação na B3.
✈️ A companhia propôs o
grupamento para tentar sair do grupo das chamadas penny stocks (ações que valem centavos) e obteve o aval dos acionistas para seguir com o plano nessa quarta-feira (25).
Em assembleia, os acionistas da Azul aprovaram agrupar a totalidade das ações ordinárias da companhia, na proporção de 150 mil para 1.
O grupamento será implementado após o fechamento de 17 de abril. Por isso, as ações da Azul passarão a ser negociadas exclusivamente de forma grupada a partir de 20 de abril.
Eventuais frações de ações serão leiloadas pela empresa, para que o valor referente aos ativos seja entregue aos seus titulares.
Novo ticker a caminho
As ações da Azul passaram a valer menos de 1 centavo depois que a companhia emitiu trilhões de novas ações durante o processo de recuperação judicial, seja para levantar novos recursos ou para abater a dívida.
Por isso, os papeis vêm sendo negociados em lotes de 1 milhão de ações na B3, sob o ticker
AZUL53. Porém, essa situação deve mudar a partir do grupamento.
Segundo a Azul, o grupamento permitirá que as ações voltem a ser cotadas acima de R$ 1, como exige a B3. Além disso, fará com que o lote de negociação do papel na bolsa seja reduzido de 1 milhão para 100 ações, com o fator de cotação referente ao preço de um único papel.
Dessa forma, o ticker de negociação da empresa vai mudar de novo na B3, passando de AZUL53 para AZUL3.
Vale lembrar que, antes da recuperação judicial, as ações da Azul eram negociadas sob o ticker AZUL4 na B3. Porém, esse código passou para AZUL54 após a emissão de novas ações. Depois, o atual AZUL53 entrou em cena, por causa da conversão das ações preferenciais em ações ordinárias.
Azul supera a recuperação judicial
Com esse movimento, a Azul tenta deixar para trás os últimos resquícios da recuperação judicial.
Com a saída da recuperação judicial, a S&P e o JP Morgan deram um voto de confiança à Azul, melhorando a nota de crédito e a recomendação para as ações da aérea, respectivamente.
A
expectativa da S&P é de que a Azul mantenha um sólido desempenho operacional e uma estrutura de capital mais enxuta, com alavancagem controlada, a partir de agora.
O JP Morgan também espera um balanço mais saudável com isso, além de um maior foco em rentabilidade. Por isso, elevou a recomendação para o papel de venda para neutra.