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Azul (AZUL53) fechou mais um trimestre no vermelho, apesar de já demonstrar sinais de melhora operacional.
A companhia aérea registrou um prejuízo líquido ajustado de R$ 425,5 milhões no quarto trimestre de 2025.
O resultado reverte o lucro de R$ 62,4 milhões registrado um ano antes, mas é menor que o rombo de R$ 644,2 milhões reportado no terceiro trimestre de 2025.
O dado foi afetado pelas despesas ligadas ao processo de recuperação judicial da empresa, que foi encerrado em fevereiro e reduziu a alavancagem da empresa.
A Azul apresentava uma dívida de R$ 35,7 bilhões ao final do quarto trimestre de 2025, mas diz que essa cifra deve cair para R$ 21 bilhões no primeiro trimestre de 2026 devido aos acordos feitos na reestruturação.
"A Azul fortaleceu consideravelmente seu balanço, saindo com uma alavancagem líquida abaixo de 2,5x, impulsionada principalmente pela redução de aproximadamente R$ 6,7 bilhões em empréstimos e financiamentos e pela redução de mais de R$ 9,8 bilhões em passivos de arrendamento de aeronaves, em comparação a 2024", comentou o CEO da Azul, John Rodgerson.
Ele disse ainda que, com a reestruturação, a Azul está mais preparada do que nunca para lidar com desafios como o recente aumento dos preços dos combustíveis.
Operações avançam
Do lado operacional, a Azul já começou a mostrar avanços, com recordes de receita e Ebitda, no quarto trimestre de 2025.
A a receita operacional cresceu 4,6% e alcançou R$ 5,8 bilhões, impulsionada sobretudo pela demanda forte e por ajustes estratégicos de malha.
O bom desempenho de negócios auxiliares, como a Azul Fidelidade, Azul Cargo e Azul Viagens, também contribuíram com o resultado, contribuindo também para a diversificação da empresa e o aumento da rentabilidade.
O Ebitda da Azul avançou 9,6% e atingiu R$ 2,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, com uma margem de 36,9%.
Segundo o CEO, Joehn Rodgerson, o dado confirma a rentabilidade líder da empresa no setor aéreo.