Azul (AZUL54) lança oferta de ações de R$ 7,4 bilhões; veja detalhes
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
✈️ As ações da Azul (AZUL4) lideraram os ganhos no Ibovespa na manhã desta segunda-feira (6), refletindo positivamente o anúncio de um acordo histórico da companhia com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal do Brasil (RFB).
A medida prevê a reestruturação de passivos tributários significativos, em um movimento estratégico que pode redefinir o panorama financeiro da empresa.
No acordo, avaliado em aproximadamente R$ 2,9 bilhões, a Azul conseguiu uma redução expressiva no montante devido.
Parte da negociação incluiu a conversão de depósitos judiciais, utilização de prejuízos fiscais e a aplicação de descontos em juros, multas e encargos tributários.
Após as deduções, o saldo remanescente será pago em prazos diferenciados: 60 meses para débitos previdenciários e 120 meses para demais dívidas.
Às 11h05 (horário de Brasília), os papéis da Azul subiam 10,93%, cotados a R$ 4,16, indicando otimismo dos investidores quanto à reestruturação fiscal da empresa.
A Gol (GOLL4), concorrente direta da Azul, seguiu estratégia semelhante ao anunciar na última semana um acordo para renegociar passivos estimados em R$ 5,5 bilhões.
O pacote inclui descontos em multas, juros e encargos, além da possibilidade de abatimento com prejuízos fiscais e base de cálculo negativa da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).
Embora o plano não afete o endividamento líquido da Gol, a empresa reforçou que a reestruturação financeira via Chapter 11 nos Estados Unidos continua em curso.
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Os acordos firmados por Azul e Gol sinalizam um esforço conjunto do setor aéreo para enfrentar a instabilidade financeira agravada nos últimos anos por crises globais e desafios operacionais.
A renegociação de dívidas pode fortalecer as bases das empresas, mas especialistas alertam que a sustentabilidade dessas medidas dependerá de um crescimento consistente na receita e da retomada do setor como um todo.
A movimentação também lança luz sobre os mecanismos fiscais disponíveis no Brasil para empresas em situação delicada, destacando a relevância de estratégias bem estruturadas para superar momentos críticos.
📊 O setor aéreo segue como um dos mais voláteis e sensíveis a fatores macroeconômicos, mas os recentes avanços podem sinalizar uma virada positiva, tanto para as companhias quanto para seus acionistas.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.