Após crise envolvendo o Master, Fictor tem RJ aceita pela Justiça de SP

Empresa soma mais de 5 mil credores e dívidas bilionárias.

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Publicado em 03/02/2026 às 11:50h - Atualizado Agora Publicado em 03/02/2026 às 11:50h Atualizado Agora por Wesley Santana
Fictor Alimentos é uma subsidiária do grupo empresarial (Imagem: Shutterstock)
Fictor Alimentos é uma subsidiária do grupo empresarial (Imagem: Shutterstock)

Na noite desta segunda-feira (2), a Justiça de São Paulo aceitou o pedido de Recuperação Judicial impetrado pela Fictor. A empresa declarou dívidas de quase R$ 4 bilhões e pediu proteção para o pagamento futuro.

A decisão foi publicada pelo juiz Adler Batista Oliveira Nobre, que suspendeu o prazo das cobranças. Além disso, também interrompeu qualquer execução que venha a ser solicitada em juízo durante o andamento do processo de RJ.

Segundo informações do Estadão, a emissora de cartões American Express é a principal credora da companhia, que tem saldos em aberto passando de R$ 890 milhões. Na segunda posição, encontra-se a Safer Investimentos, que tem mais de R$ 430 milhões em dívidas.

A lista de credores, no entanto, conta com mais de 5 mil cadastrados, sendo a maioria deles pessoas físicas.

Leia mais: Fictor Alimentos (FICT3) vê ações derreterem 40% após RJ da controladora

Em nota divulgada ao mercado, a Fictor culpou o Master pelo pedido de RJ e disse que a solicitação é fruto de uma liquidez momentânea. Os problemas financeiros teriam começado em novembro do ano passado, quando foi feita a oferta de aquisição da instituição financeira.

"Um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding", disse.

Também nesta segunda, o Palmeiras informou que rescindiu o contrato de patrocínio mantido com a empresa. O documento era válido por três temporadas e previa o pagamento anual de R$ 30 milhões.

“A Sociedade Esportiva Palmeiras informa a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo, conforme previsto no acordo pactuado entre as partes em março de 2025. O clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor”, afirmou o clube.

Ações reagem

Nesta terça, as ações da subsidiária Fictor Alimentos (FICT3) reagiram de forma positiva no pregão da bolsa de valores. Por volta das 11h, os papéis cresciam cerca de 12%, ensaiando voltar ao patamar de R$ 0,80.

Na véspera, os ativos acumularam a maior queda da história, recuando quase 50% no acumulado do dia. No final do pregão, as ações eram negociadas em R$ 0,72, conforme dado da B3.