Fictor Alimentos (FICT3) vê ações derreterem 40% após RJ da controladora
Papéis atingem mínima histórica na bolsa, cotados abaixo de R$ 0,70.
Na noite desta segunda-feira (2), a Justiça de São Paulo aceitou o pedido de Recuperação Judicial impetrado pela Fictor. A empresa declarou dívidas de quase R$ 4 bilhões e pediu proteção para o pagamento futuro.
A decisão foi publicada pelo juiz Adler Batista Oliveira Nobre, que suspendeu o prazo das cobranças. Além disso, também interrompeu qualquer execução que venha a ser solicitada em juízo durante o andamento do processo de RJ.
Segundo informações do Estadão, a emissora de cartões American Express é a principal credora da companhia, que tem saldos em aberto passando de R$ 890 milhões. Na segunda posição, encontra-se a Safer Investimentos, que tem mais de R$ 430 milhões em dívidas.
A lista de credores, no entanto, conta com mais de 5 mil cadastrados, sendo a maioria deles pessoas físicas.
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Em nota divulgada ao mercado, a Fictor culpou o Master pelo pedido de RJ e disse que a solicitação é fruto de uma liquidez momentânea. Os problemas financeiros teriam começado em novembro do ano passado, quando foi feita a oferta de aquisição da instituição financeira.
"Um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding", disse.
Também nesta segunda, o Palmeiras informou que rescindiu o contrato de patrocínio mantido com a empresa. O documento era válido por três temporadas e previa o pagamento anual de R$ 30 milhões.
“A Sociedade Esportiva Palmeiras informa a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo, conforme previsto no acordo pactuado entre as partes em março de 2025. O clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor”, afirmou o clube.
Nesta terça, as ações da subsidiária Fictor Alimentos (FICT3) reagiram de forma positiva no pregão da bolsa de valores. Por volta das 11h, os papéis cresciam cerca de 12%, ensaiando voltar ao patamar de R$ 0,80.
Na véspera, os ativos acumularam a maior queda da história, recuando quase 50% no acumulado do dia. No final do pregão, as ações eram negociadas em R$ 0,72, conforme dado da B3.
Papéis atingem mínima histórica na bolsa, cotados abaixo de R$ 0,70.
Com cerca de R$ 4 bi em dívidas, grupo diz que sua reputação foi afetada pela crise do Master.