Buffett vs. Trump: Ações da Berkshire Hathaway escapam de pregão ‘sangrento’
Enquanto o mercado global enfrentava quedas expressivas impulsionadas por planos tarifários amplos, o conglomerado de Buffett resistiu.
💸 É possível que Warren Buffett tenha previsto a recente queda do mercado, a julgar por suas recentes movimentações financeiras. Um artigo da "Fortune" publicado na última quinta-feira (3) apontou que o líder da Berkshire Hathaway (BERK34) vendeu US$ 134 bilhões em ações durante o ano de 2024.
Além disso, houve uma redução nas participações de Buffett na Apple (AAPL34) e no Bank of America. A Berkshire possuía anteriormente 906 milhões de ações da Apple, totalizando US$ 174 bilhões.
Em dezembro, essa posição foi cortada em 67%, resultando em 300 milhões de ações com um valor de US$ 75 bilhões. Adicionalmente, sua participação no Bank of America foi diminuída em 34%, de US$ 41 bilhões para um valor ligeiramente inferior a US$ 30 bilhões.
💰 Essa estratégia resultou em um caixa robusto de US$ 334 bilhões ao final do ano, um montante que quase dobrou em relação ao ano precedente e que agora excede o portfólio de ações da empresa, o qual se encontra em queda.
"Apesar do que alguns comentaristas atualmente vêem como uma posição de caixa extraordinária na Berkshire, a grande maioria do seu dinheiro permanece em ações," disse Buffett aos acionistas em sua carta anual.
Além disso, o artigo apontou que os comentários recentes de Buffett revelaram uma postura cautelosa, com destaque para as preocupações inflacionárias e a incerteza geopolítica. Como exemplo, Buffett advertiu que as tarifas do presidente Donald Trump (Partido Republicano) provocarão elevação nos preços.
“Tarifas — nós temos muita experiência com elas — são um ato de guerra, até certo ponto”, Buffett disse à CBS em uma entrevista divulgada no último domingo (30). “Com o tempo, elas são um imposto sobre bens. Quero dizer, a fada do dente não as paga”, continuou.
Apenas relembrando também que os lucros operacionais da Berkshire no 4º trimestre de 2024 subiram 71% após impostos, alcançando um recorde de US$ 14,5 bilhões. Em 2024, o lucro operacional da empresa cresceu 27%, atingindo US$ 47,4 bilhões, comparado aos US$ 37,3 bilhões do ano precedente.
💲 A empresa também reportou um lucro líquido anual de US$ 89 bilhões, representando uma queda de 7,5% em relação a 2023. “Fomos auxiliados por um grande ganho previsível na receita de investimentos à medida que os rendimentos dos títulos do Tesouro melhoraram e aumentamos substancialmente nossas participações nesses títulos de curto prazo de alta liquidez”, acrescentou Buffet em relatório com os resultados.
Segundo ele, o setor de seguros 'gerou um incremento significativo nos lucros', impulsionado principalmente pela seguradora de automóveis Geico. Com isso, a Berkshire registrou um ganho de US$ 9 bilhões em 2024 proveniente da subscrição de seguros, um aumento de 66% em comparação com os US$ 5,4 bilhões do ano anterior.
Enquanto o mercado global enfrentava quedas expressivas impulsionadas por planos tarifários amplos, o conglomerado de Buffett resistiu.
O lendário investidor agora é o sexto homem mais rico do mundo, segundo a Bloomberg.