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Mais um banco cortou a recomendação e o preço-alvo para as ações da Vale (VALE3), devido às incertezas sobre o mercado de minério de ferro.
Depois de UBS, Safra e XP mostrarem sua preocupação com o mercado de atuação da maior mineradora brasileira, foi a vez do Morgan Stanley rever suas projeções para a Vale.
📉 Em relatório publicado nessa quarta-feira (11), os analistas do Morgan Stanley cortaram a recomendação para a Vale de compra para equal-weight, equivalente à neutra.
Já o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) da companhia negociados em Nova York foi rebaixado de US$ 14,50 para US$ 11,30, o que indica um potencial de valorização de 16% em relação ao fechamento de quarta-feira (11).
💲 No relatório, os analistas dizem que o mercado de minério de ferro passa por um momento de incerteza elevada. Por isso, a expectativa é de que os preços mais baixos da commodity continuem a pesar sobre as ações da Vale.
Além disso, o Morgan Stanley diz que os pagamentos previstos no acordo de reparação de danos de Mariana vão limitar a geração de fluxo caixa livre da Vale nos próximos anos, deixando a empresa menos atrativa do que pares internacionais.
Ainda assim, o banco vê boas perspectivas para a Vale no longo prazo, apoiado pela visão clara e sólida da nova administração da companhia para os próximos cinco anos.
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Outros bancos também vêm mostrando preocupação com o mercado de minério de ferro, devido às dúvidas sobre o crescimento da China, o maior consumidor mundial da commodity. Por isso, UBS, Safra e XP também cortaram a recomendação para as ações da Vale para neutra nas últimas semanas.
Além disso, a recente troca de gestão, as negociações que levaram ao acordo de Mariana e as discussões sobre a renovação das concessões ferroviárias vinham pesando sobre as ações da Vale. Por isso, o papel acumula uma perda de quase 40% na B3 em 2024.
Nesta quinta-feira (12), as ações da Vale operam em forte baixa. Às 17h40, o papel recuava 3,37% e era cotado a R$ 56,86.
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Na última segunda-feira (31), a Vale anunciou a criação de uma joint venture em parceria com a Aliança Energia.