💲 O crédito imobiliário no Brasil deve ganhar ritmo mais forte em 2026. Após um crescimento modesto no ano passado, o volume de financiamentos imobiliários tem potencial para avançar ao menos 16% neste ano, segundo projeções da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
De acordo com a entidade, o mercado encerrou 2025 com R$ 324 bilhões em financiamentos imobiliários, considerando todas as modalidades.
O número representa uma leve aceleração em relação a 2024, quando o total ficou em R$ 316 bilhões. Somente em dezembro, o volume financiado alcançou cerca de R$ 10,3 bilhões, com alta de 6,1% na comparação anual.
O desempenho mais forte esperado para 2026 reflete mudanças importantes na composição do funding do setor, com destaque para o avanço dos recursos livres e a manutenção do papel relevante do FGTS.
FGTS segue como pilar principal
Em 2025, os financiamentos realizados com recursos do FGTS cresceram 9%, somando R$ 138 bilhões.
Para 2026, a Abecip projeta uma expansão mais moderada nessa linha, em torno de 5%, refletindo limites orçamentários e ajustes operacionais do programa.
Por outro lado, o grande destaque ficou por conta das operações com recursos livres.
A expectativa da Abecip é de que esse movimento continue em 2026, com avanço adicional de 66% nas operações com recursos livres.
A avaliação é de que o mercado tem buscado alternativas à poupança tradicional, ampliando o uso de instrumentos de mercado de capitais para financiar o setor imobiliário.
Poupança perde espaço no funding imobiliário
A poupança, historicamente a principal fonte de recursos para o crédito imobiliário no Brasil, seguiu perdendo relevância em 2025.
O volume de recursos direcionados ao setor caiu 13%, passando de R$ 180 bilhões para R$ 156 bilhões. Apesar da retração, o resultado foi menos negativo do que a queda de 17% inicialmente projetada pela Abecip.
Para Priscilla Ciolli, presidente da associação, a perda de espaço da poupança faz parte de uma transformação estrutural do mercado financeiro brasileiro.
Segundo ela, em um ambiente de juros elevados, a caderneta se torna menos atrativa frente a alternativas que acompanham o
CDI.
Além disso, a executiva destaca que o avanço das plataformas digitais e a maior oferta de produtos financeiros vêm mudando o comportamento dos investidores, especialmente entre os mais jovens.
📊 A tendência, segundo a Abecip, é de continuidade dessa migração, com a poupança assumindo um papel cada vez menor no financiamento habitacional.