União Europeia e China falam em retaliar tarifaço de Trump

A Espanha já respondeu a taxação com um pacote de €14,1 bilhões.

Author
Publicado em 03/04/2025 às 13:53h - Atualizado 14 horas atrás Publicado em 03/04/2025 às 13:53h Atualizado 14 horas atrás por Elanny Vlaxio
O Brasil também disse que responderá a qualquer tentativa de impor protecionismo (Imagem: Shutterstock)

🌍​ Alguns países já responderam ao tarifaço de Donald Trump (Partido Republicano), presidente dos Estados Unidos. A China e a União Europeia, por exemplo, prometeram criar taxas em retaliação às tarifas.

De um lado, o Ministério do Comércio chinês exigiu que a cobrança das taxas seja cancelada imediatamente. Segundo o órgão, a medida ignorou as negociações comerciais multilaterais. Além disso, declarou que adotará 'contramedidas para proteger seus direitos e interesses'.

Já a chefe do Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu as novas tarifas de Trump como uma grande golpe para a economia global e disse que a União Europeia está preparada para responder com medidas retaliatórias casos as negociações com Washington fracassem.

🗣️​ "Não queremos necessariamente retaliar. Mas se for necessário, temos um plano forte para retaliar e o usaremos", afirmou, num discurso ao Parlamento Europeu em Estrasburgo. "Nosso objetivo é uma solução negociada. Mas é claro que, se necessário, protegeremos nossos interesses, nosso povo e nossas empresas", disse.

Leia também: Musk nega saída antecipada do governo Trump: "Fake news"

Na outra ponta, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou um novo pacote de €14,1 bilhões para blindar a economia espanhola das tarifas de Trump. “O governo da Espanha não vai esperar para ver o que acontecerá nos próximos dias ou semanas. Vamos responder, como sempre, de forma antecipada, para estarmos preparados”, disse o premiê ao apresentar o novo pacote.

A França também reagiu e pediu a suspensão de investimentos nos Estados Unidos após as tarifas. “Acho que o que é importante, e isso é todo o trabalho que deve ser feito por setor, é que os investimentos futuros ou os investimentos anunciados nas últimas semanas sejam suspensos até que as coisas sejam esclarecidas com os Estados Unidos”, disse durante uma reunião com representantes da indústria francesa.

No cenário doméstico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o Brasil responderá a qualquer tentativa de impor protecionismo, que não cabe mais no mundo.

​💭​ “O Brasil não tolera ameaça à democracia. Não abre mão de sua soberania. Não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a verde e amarela. Que fala de igual para igual e respeita todos os países, dos mais pobres aos mais ricos, mas exige reciprocidade no tratamento", disse.

E acrescentou: "Defendemos o multilateralismo e o livre comércio, e responderemos a qualquer tentativa de impor protecionismo, que não cabe mais hoje no mundo”.