Após capturar e
prender o ditador venezuelano Nicolás Maduro e levá-lo à Justiça nos Estados Unidos, o presidente americano Donald Trump já deixou claro neste domingo (4), durante entrevista à revista The Atlantic, que
não quer voltar a ter problemas com quem governa a Venezuela.
Por isso, Trump já tratou de avisar a sucessora do ditador, a presidente interina Delcy Rodríguez, que ela deve fazer o que é certo, caso não queira desafiar o poderio bélico dos EUA. Trump até chegou a elogiar a aparente governante da Venezuela no início da entrevista, já que trata-se da primeira mulher na história a chefiar o Poder Executivo no país sul-americano.
Ainda assim, Trump foi categórico em dizer sobre Delcy Rodríguez: "Se ela [a presidente interina da Venezuela] não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior que Maduro".
O chefe da Casa Branca também aproveitou a oportunidade para reiterar o sucesso da
operação militar americana que resultou na queda do governo Maduro, deixando claro que "reconstruir lá [a Venezuela] e mudar o regime, qualquer coisa que você queira chamar, é melhor do que o que vocês [venezuelanos] têm agora", disse o presidente americano, durante entrevista por telefone.
Vale citar que, no dia da captura do ditador venezuelano, no último sábado (3), Trump havia declarado em coletiva de imprensa que os
EUA governariam temporariamente a Venezuela até que houvesse condições seguras para uma transição de governo democrática pacífica e que as lideranças venezuelanas estivessem aliadas com os interesses da Casa Branca.
Trump quer a Groenlândia
Ainda durante a entrevista, o republicano deixou evidente que outros países podem ser alvos de intervenção americana, citando novamente a Groenlândia, a maior ilha do mundo, situada na região do Ártico, rica em recursos naturais e um território geopolítico estratégico. "Nós precisamos da Groenlândia, absolutamente", mencionou Trump.
Atualmente, o território da Groenlândia é uma região autônoma, com governo próprio, mas vinculada ao Reino da Dinamarca, responsável apenas pelas relações diplomáticas e defesa militar da ilha.
Uma possível invasão dos EUA à Groenlândia abriria um contraditório precedente dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), grupo integrado por EUA, Canadá, Japão e diversos países da Europa.
Afinal de contas, a Dinamarca também integra a aliança militar e, em caso de ataque ao seu território por potência estrangeira, a nação europeia poderia pedir ajuda aos seus aliados, incluindo os próprios americanos, que, nesse cenário hipotético, seriam seus adversários na Groenlândia.