Trump autoriza retorno de grandes petrolíferas à Venezuela sob novas licenças

As empresas beneficiadas foram a americana Chevron Corporation, a italiana Eni SpA, a espanhola Repsol SA e as britânicas BP PLC e Shell PLC.

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Publicado em 14/02/2026 às 11:14h - Atualizado 2 minutos atrás Publicado em 14/02/2026 às 11:14h Atualizado 2 minutos atrás por Matheus Silva
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo (Imagem: Shutterstock)
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo (Imagem: Shutterstock)
🚨Os Estados Unidos concederam duas licenças gerais que permitem a cinco grandes multinacionais petrolíferas retomar operações na Venezuela sem a aplicação de sanções, informou nesta sexta-feira (13) o Office of Foreign Assets Control, órgão do Departamento do Tesouro responsável pelo controle de sanções. 
As autorizações representam um movimento significativo na reabertura do setor energético venezuelano, que ficou fortemente limitado pelos embargos dos EUA desde 2019.
As empresas beneficiadas são a americana Chevron Corporation, a italiana Eni SpA, a espanhola Repsol SA e as britânicas BP PLC e Shell PLC. A autorização abrange a retomada das operações de extração e produção de petróleo e gás, bem como a possibilidade de celebrar contratos de novos investimentos no setor.

Duas licenças impulsionam abertura do setor

As duas licenças gerais liberadas pelo OFAC permitem que as companhias retomem atividades integrantes da cadeia de petróleo e gás. Uma delas autoriza a retomada das operações existentes no país, enquanto a outra abre espaço para negociações de novos contratos com a estatal venezuelana Petróleos de Venezuela S.A. e outros parceiros interessados. 
Em ambos os casos, determinadas exigências permanecem, como a necessidade de conduzir transações sob supervisão e, em alguns casos, a obtenção de autorizações adicionais para contratos específicos.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, embora a produção tenha sido limitada nos últimos anos devido à crise econômica e às sanções. A liberação das operações das petrolíferas representa um passo relevante para a recuperação do setor energético venezuelano e pode atrair investimentos globais para a região.

Condições e contexto geopolítico

As licenças gerais concedidas nesta sexta-feira marcam a maior flexibilização das sanções de energia desde que os EUA intensificaram sua intervenção no país sul-americano em janeiro. 
Mesmo com a retomada das operações, algumas restrições permanecem, como a proibição de transações com empresas ou entidades ligadas a países como China ou Rússia.
A reabertura também ocorre em um contexto de reformas no setor venezuelano, incluindo mudanças na legislação de hidrocarbonetos que facilitam o investimento estrangeiro. 
Com isso, as multinacionais poderão planejar novos projetos, expansão de produção e acordos de longo prazo, embora o nível efetivo de novos negócios dependa ainda das condições de mercado e da estabilidade política na Venezuela.
📊O retorno das operações das grandes petrolíferas representa pode atrair investimentos significativos e contribuir tanto para a recuperação da indústria energética venezuelana quanto para uma nova fase de relações econômicas entre os Estados Unidos e a Venezuela.