Já pensou se existisse um
Tesouro Direto voltado para investidores sediados na Europa? Ainda não há nada de concreto, mas o Tesouro Nacional já iniciou uma série de reuniões com investidores do velho continente nesta terça-feira (7).
A partir de encontros em Londres, capital do Reino Unido e um dos maiores centros financeiros do mundo, o Brasil toca um non‑deal roadshow com investidores europeus, com duração de dois dias, para aproximar a Europa das oportunidades de investimentos em nosso país.
Entre os principais tópicos das reuniões entre brasileiros e europeus estão a nossa gestão da dívida pública, os avanços recentes da economia brasileira, bem como as reformas econômicas e institucionais implementadas nos últimos anos.
Por sua vez, o Tesouro Nacional ressalta que a ação não está vinculada a um esforço de venda de valores mobiliários. No entanto, o órgão brasileiro acompanha as condições dos mercados internacionais e poderá avaliar novas oportunidades de captação externa em diferentes moedas.
Vale recordar que, no início do ano, o Tesouro Direto retomou, após oito anos, a
oferta de títulos cambiais em euro, a moeda oficial dos 21 países que compõem a chamada Zona do Euro, sendo os mais representativos a Alemanha, França, Itália e Espanha.
Na ocasião, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, explicou que o Brasil quer alcançar 7% de participação da sua dívida pública somente em títulos cambiais no longo prazo, ou seja, quase dobrando a posição atual de 3,8% no fechamento de 2025.
“Dada a grande liquidez e a demanda por títulos do mercado externo, a intenção é aproveitar esse momento e atuar com mais agressividade, com mais presença, mais frequência e intensidade”, disse Ceron.