Já são 3,4 milhões de brasileiros que emprestam dinheiro ao governo brasileiro e são bem remunerados por isso, tanto que em 2025, teve título público no
Tesouro Direto que rendeu quase 20% ao ano, fora que os investidores pessoa física aplicaram R$ 89,3 bilhões em tais
títulos de renda fixa no acumulado em 12 meses, alta de +31,5% na comparação anual.
Nesta terça-feira (27), houve a divulgação do Balanço do Tesouro Direto, trazendo toda a fotografia de como foram os títulos públicos no ano passado. Aqui no Investidor10, selecionamos os trechos mais relevantes, como, por exemplo, qual investimento se apreciou mais na marcação a mercado.
O
Tesouro Prefixado 2035 com juros semestrais liderou o ranking da renda fixa brasileira, entregando
18,59% ao ano. Já o
Tesouro Renda+ 2065, o queridinho de quem aposta na queda forte das taxas rapidamente para lucrar na marcação a mercado, teve rendimento de
10,33% ao ano.
Todavia, o
Investidor10 adianta que os investidores de renda fixa
não devem esperar que o tão cobiçado 1% ao mês se repita facilmente ao longo de 2026, dado que o próprio Tesouro Selic pagará apenas 11,12% ao ano nos próximos 12 meses (ainda assim bem acima da taxa Selic média de 9% ao ano).
Durante dezembro de 2025, os investidores pessoa física emprestaram R$ 9,48 bilhões ao governo brasileiro, o segundo maior valor da série histórica. Cerca de R$ 3,53 bilhões foram sacados antecipadamente pelos investidores, então a emissão líquida no Tesouro Direto foi de R$ 5,95 bilhões, maior valor da série histórica.
Sabe quem continua retirando fôlego dos investidores e atraindo mais aportes? Sim, o Tesouro Selic angariou sozinho 4,9 bilhões no mês, cerca de 51,5% do total da dívida pública. Na sequência, os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+, Tesouro Renda+ e Tesouro Educa+) captaram R$ 3,4 bilhões, cerca de 36% do dinheiro aplicado em títulos públicos.