2026 começa com a
renda fixa brasileira dando mais uma prova de que não é tão fixa assim, já que nesta sexta-feira (2), o primeiro pregão do ano, as taxas oferecidas no
Tesouro Direto despencam e, por consequência, destravam lucros de até 2% na marcação a mercado.
Isso porque os juros futuros operavam em baixa neste início de ano, diante de uma sessão de baixa liquidez no mercado financeiro, por conta da semana marcada por feriadão prolongado. Com menos dinheiro na praça, a renda fixa do governo ficou mais volátil.
Para se ter uma ideia, o título público queridinho dos investidores para buscar ganhos na marcação a mercado, o
Tesouro Renda+ 2065, viu a sua remuneração recuar de
IPCA+ 7,06% ao ano no último pregão de 2025 para bater nos atuais
IPCA+ 7,01% ao ano.
Ao mesmo tempo em que esse título de renda fixa de longuíssimo prazo tende a ficar abaixo da barreira psicológica de
IPCA+ 7% ao ano, em compensação, seu preço unitário avançou de R$ 178,24 para R$ 182,27 no mesmo período. Ou seja, um lucro na marcação a mercado de +2,26%.
Enquanto o caldeirão político em Brasília segue em recesso até o fim da primeira quinzena de janeiro, o Tesouro Direto passa a refletir mais a aproximação do ciclo de cortes da
taxa Selic neste ano do que a volatilidade em si das
Eleições 2026.
Os contratos de
Opções de Copom, negociados na B3, mostram que 72% das apostas do mercado são de manutenção da
taxa Selic em 15% ao ano na decisão do Banco Central no próximo dia 28 de janeiro, contra 21% daqueles que aguardam a queda dos juros básicos para
14,75% ao ano.
Já para a decisão seguinte do Banco Central no próximo dia 18 de março, o mercado está ainda mais confiante de uma taxa Selic mais branda. Cerca de 28% dos agentes de mercado enxergam os juros básicos na faixa de 14,50% ao ano.