A partir desta terça-feira (24), entram em vigor as novas tarifas globais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com alíquota de 10% sobre importações, em vez dos 15% anunciados. A decisão ocorre após a Suprema Corte derrubar as tarifas aplicadas pelo presidente dos EUA com base na IEEPA (Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional).
🤑 O Brasil figurava entre os países mais afetados pelo pacote anterior. Com a decisão da Suprema Corte, deixam de valer duas cobranças: as tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril de 2025, e a sobretaxa de 40% sobre diversos produtos brasileiros.
Embora a nova tarifa seja global, itens estratégicos da pauta exportadora brasileira ficaram de fora da cobrança adicional. Entre os principais produtos isentos estão:
Petróleo bruto, em diferentes classificações de densidade (abaixo ou acima de 25 graus API); óleo combustível (fuel oil) e outros óleos combustíveis, incluindo destilados e residuais; e querosene de aviação (jet fuel).
Carne bovina; café em grão, torrado ou não, descafeinado ou não; suco de laranja, congelado ou concentrado, inclusive fortificado com vitaminas; fertilizantes nitrogenados, fosfatados, potássicos e de origem animal ou vegetal; além de cacau e derivados, como grãos, cascas, pasta, manteiga e pó sem açúcar.
Aviões civis de todos os pesos (não militares); motores aeronáuticos, como turbojatos e turbopropulsores; e peças e partes, incluindo componentes de motores, sistemas de navegação, simuladores de voo terrestres e partes de fuselagem.
Alumina calcinada (óxido de alumínio, exceto corindo artificial); ferro-ligas, como ferromanganês, ferrossilício, ferrocromo, ferroníquel, ferrotungstênio e ferronióbio; além de minérios de cobre, níquel, cobalto, zinco, estanho e titânio.
Artigos e dispositivos semicondutores específicos, bem como eletrônicos selecionados, como processadores, memórias, unidades portáteis de processamento de dados e máquinas voltadas à fabricação de semicondutores.
EUA mantém investigação comercial contra o Brasil
🔎 Apesar de a Suprema Corte ter invalidado o tarifaço implementado por Trump, os Estados Unidos não encerraram as frentes de apuração envolvendo o Brasil, afirma documento divulgado pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos).
O processo foi aberto em 2025 e incluiu questionamentos relacionados ao Pix e ao comércio informal na avenida 25 de Março, em São Paulo. À época, o governo norte-americano informou que avaliaria práticas em áreas como: taxas de importação, tecnologia, comércio eletrônico, desmatamento e pagamentos digitais.