Não teve jeito. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes cometidas contra aposentados e pensionistas do INSS se encerrará no próximo dia 28 de março de 2026, sem a prorrogação dos trabalhos, conforme decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (26).
Até então, o ministro André Mendonça havia estendido o prazo das investigações, executadas por deputados federais e senadores, pelo prazo de 60 dias. Todavia, o placar final foi de 8 votos contra e apenas 2 votos a favor da prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS.
Apenas os ministros André Mendonça e Luiz Fux eram a favor de uma investigação mais longeva no Congresso Nacional.
No caso, o ministro André Mendonça queria alongar a duração da CPMI do INSS para atender aos interesses requisitados pelo número mínimo de 27 assinaturas de senadores e de 171 deputados.
Vale recordar que, no último dia 5 de março, o ministro
Flávio Dino suspendeu as quebras de sigilo bancário e fiscal aprovadas pela CPMI do INSS contra investigados, decisão que beneficiou Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conhecido no meio político como "Lulinha".
Em meados de 2025, veio à tona uma série de reportagens publicadas pela imprensa revelando que bilhões de reais foram desviados das contas de aposentados e pensionistas assegurados pelo INSS.
O golpe que atingiu as entranhas da previdência social foi orquestrado por entidades associativas que mantinham elos com autoridades do alto escalão do governo federal, sendo a figura mais emblemática do escândalo o tal "Careca do INSS".