O resultado cresceu 6,0% em relação ao mesmo período de 2025 e ficou ligeiramente acima do esperado pelo mercado, que projetava um lucro mais próximo de R$ 4 bilhões.
"Esses resultados refletem a consistência da nossa execução estratégica e reforçam nossa ambição de sermos a principal plataforma financeira na vida de nossos clientes", comentou o CEO do Santander Brasil, Mário Leão.
Ele disse ainda que o banco segue buscando ampliar a sua rentabilidade, com foco em resultados e disciplina na gestão.
O ROE (retorno sobre o patrimônio) do Santander ficou estável em relação ao quarto trimestre de 2024, em 17,6%.
O balanço do Santander foi divulgado nesta quarta-feira (4), com base nas normas contábeis vigentes no Brasil, conhecidas como BRGAAP. Os dados ainda serão atualizados para o padrão internacional, o IFRS.
💲 A receita do Santander somou R$ 21,086 bilhões no quarto trimestre de 2025, caindo 1,9% em relação ao mesmo período de 2024, mas subindo 1,6% em relação ao trimestre anterior.
As comissões relativas a cartões, seguros e administração de recursos ajudaram a sustentar a cifra, pois a margem financeira foi afetada pelos juros altos.
A margem financeira bruta contraiu 4% em relação ao quarto trimestre de 2024, mesmo com a margem de clientes crescendo 6,6%, beneficiada principalmente por volume, mix e disciplina de preço.
"As comissões apresentaram boa performance tanto no ano quanto no trimestre, mantendo o foco na diversificação de receitas, mais balanceadas entre crédito e serviços, sendo um pilar importante de crescimento", comentou o Santander.
O banco ainda cortou 2% das suas despesas, enxugando sobretudo as despesas com pessoal. Contudo, também destacou a "gestão eficiente de custos e uso da tecnologia para otimizar processos e maximizar produtividade".
Crédito
📈 A carteira de crédito do Santander cresceu 3,7% no ano, chegando a R$ 708 bilhões.
A alta foi puxada pelo financiamento ao consumo e às pequenas e médias empresas, além das operações envolvendo títulos privados no mercado de capitais. Isso porque o crédito concedido à pessoa física e às grandes empresas teve uma leve retração no ano.
Segundo o banco, o resultado está alinhado à "estratégia de disciplina na alocação de capital com foco nos negócios estratégicos, gestão de risco dos portfolios e rentabilidade".
A taxa de inadimplência, no entanto, voltou a crescer, chegando a 3,7% ao final de 2025. O índice havia marcado 3,2% ao final de 2024 e 3,4% no terceiro trimestre de 2025.
"A qualidade de crédito permanece pressionada pelo contexto macroeconômico, mas seguimos atuando com prudência, disciplina e gestão ativa de risco", comentou o CEO.
Apesar disso, o Santander já fala em uma melhora nas provisões contra devedores duvidosos: "Observamos um desempenho melhor em relação ao trimestre anterior, refletindo principalmente a aceleração do reforço de cobertura ao longo do ano e a ausência de efeitos pontuais relevantes, como casos específicos no atacado".
O banco tinha R$ 6,105 bilhões em provisões ao final de 2025. A cifra é 2,9% maior que a do mesmo período de 2024, mas recuou 6,4% em relação ao terceiro trimestre de 2025, quando passou de R$ 6,5 bilhões. Com isso, o custo de crédito fechou o ano em 3,76%.
O balanço do Santander foi divulgado nesta quarta-feira (4), com base nas normas contábeis vigentes no Brasil, conhecidas como BRGAAP. Os dados ainda serão atualizados para o padrão internacional, o IFRS.