Rede D’Or (RDOR3): BTG elege a gigante da saúde para lucrar em 2026; confira

Na avaliação do banco, a rede reúne as melhores condições para atravessar os desafios previstos para 2026 e capturar valor.

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Publicado em 19/01/2026 às 17:40h - Atualizado 1 dia atrás Publicado em 19/01/2026 às 17:40h Atualizado 1 dia atrás por Matheus Silva
A companhia opera atualmente uma das maiores plataformas hospitalares do país (Imagem: Shutterstock)
A companhia opera atualmente uma das maiores plataformas hospitalares do país (Imagem: Shutterstock)
📈Em um setor ainda pressionado por balanços alavancados, desafios de integração e margens comprimidas após anos de aquisições, uma companhia se destaca de forma consistente. 
Na avaliação do BTG Pactual, a Rede D’Or (RDOR3) reúne as melhores condições para atravessar esse ciclo e capturar valor, motivo pelo qual segue como a principal recomendação do banco no segmento de saúde para 2026.
O BTG manteve a ação como top pick, com recomendação de compra, sustentada pela combinação entre escala operacional, eficiência na gestão e exposição a tendências estruturais que devem ganhar força nos próximos anos. 
Segundo os analistas, poucos grupos no mercado brasileiro conseguem alinhar liderança regional, disciplina financeira e um pipeline de crescimento tão claro quanto o da Rede D’Or.

O que sustenta a tese positiva

Na leitura do banco, as teses vencedoras no setor de saúde em 2026 devem se apoiar em três pilares principais: normalização da rentabilidade, avanço do processo de consolidação e captura de tendências de longo prazo. A Rede D’Or aparece bem colocada em todos esses eixos.
A companhia opera atualmente uma das maiores plataformas hospitalares do país, com 76 hospitais e 11.822 leitos, distribuídos por 14 estados. 
Além da presença nacional, o grupo detém posições relevantes em mercados estratégicos, como o Rio de Janeiro, onde concentra cerca de um quarto dos leitos privados, e São Paulo, principal centro econômico do Brasil.
Para o BTG, o nível ainda baixo de concentração do setor, em que os três maiores grupos respondem por cerca de 20% dos leitos privados, cria espaço para um novo ciclo de consolidação. 
Nesse cenário, empresas com acesso a capital, capacidade de integração e ganhos de eficiência tendem a se destacar.
Outro vetor estrutural citado pelos analistas é o envelhecimento da população. O avanço da faixa etária acima dos 60 anos deve sustentar a demanda por serviços hospitalares mais complexos, com maior tempo de internação e ticket médio elevado, favorecendo redes integradas e verticalizadas.

Oncologia ganha peso na estratégia

A expansão da Rede D’Or no segmento de oncologia é apontada como um dos principais motores de crescimento da companhia. 
Atualmente, o grupo já figura como o segundo maior operador de clínicas oncológicas ambulatoriais do Brasil.
Segundo estimativas do BTG, o mercado endereçável de oncologia deve crescer a um ritmo próximo de 10% ao ano, acima da média do setor de saúde. 
Para o banco, trata-se de uma frente com demanda estrutural, margens atrativas e elevado potencial de crescimento orgânico.

Margens mais fortes e desalavancagem

No campo operacional, a Rede D’Or também se diferencia dos pares. Após um ciclo intenso de expansão, a empresa vem capturando ganhos de eficiência que se refletem em margens superiores às observadas em outros grupos privados.
Na avaliação do BTG, a expansão da lucratividade nos próximos anos deve vir menos do crescimento acelerado de ativos e mais da consolidação dessas eficiências operacionais, o que tende a sustentar margens Ebitda acima da média do setor.
O balanço reforça essa leitura. A companhia avançou de forma relevante no processo de desalavancagem, reduzindo a relação entre dívida líquida e Ebitda de 2,6 vezes no segundo trimestre para 1,54 vez no resultado mais recente, ampliando a flexibilidade financeira.

Outras recomendações no setor

Embora a Rede D’Or lidere as preferências do banco, o BTG mantém cobertura ampla sobre o setor de saúde. Além da Rede D'o, outras companhias seguem com recomendação de compra
Outros nomes permanecem sob recomendação neutra, diante de desafios específicos ou menor visibilidade de curto prazo