A
criptomoeda mais valiosa do mundo chegou a operar abaixo dos US$ 90 mil nesta quinta-feira (8), tocando a mínima em US$ 89,2 mil nas últimas 24 horas. Dessa forma, o famoso
Bitcoin (BTC) opera com desconto de quase -30% neste início de 2026 em relação ao seu topo histórico de US$ 126,1 mil registrado em 6 de outubro de 2025.
Já faz três meses que a moeda virtual entrou em clara tendência de baixa e correção. Daí, muitos entusiastas de cripto se questionam qual poderia ser o número mágico, com base na análise técnica, capaz de sacudir a poeira do Bitcoin.
Segundo os analistas Lucas Josa e Matheus Parizotto, do BTG Pactual, o ano começa com algum alívio nos vetores de suporte estrutural para o mercado de criptoativos. Na virada para 2026, as
empresas tesouraria de BTC realizaram compras líquidas de US$ 2,6 bilhões, após meses mais fracos.
Olhando apenas para os populares e acessíveis
ETFs de Bitcoin, as entradas líquidas na última semana chegaram a US$ 458,77 milhões, a maior captação em doze semanas.
"É um sinal positivo, mas que ainda precisa de continuidade nos próximos pregões para se tornar uma tendência. Do ponto de vista técnico, o
BTC segue em faixa de consolidação desde a segunda metade de novembro,
sendo os US$ 94 mil a principal região de resistência no curto prazo", comenta a dupla de analistas.
Logo, a superação dos US$ 94 mil novamente pelo Bitcoin é o que, na visão do BTG Pactual, falta para que a criptomoeda confirme a retomada da tendência de alta. Enquanto isso não ocorrer, o viés permanece neutro a levemente defensivo.
Conforme dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Bitcoin (BTC) há 12 meses, hoje você teria
R$ 839,80. A simulação também aponta que o
CDI, o principal índice de referência da renda fixa brasileira, teria entregue
R$ 1.143,90 nas mesmas condições.