Prévia da inflação: IPCA-15 sobe 0,20% em janeiro, mas bate 4,50% em 12 meses

Gastos com saúde e cuidados pessoais pressionaram índice, além da alimentação no domicílio.

Author
Publicado em 27/01/2026 às 09:27h - Atualizado 5 minutos atrás Publicado em 27/01/2026 às 09:27h Atualizado 5 minutos atrás por Marina Barbosa
Gastos com saúde exerceram a maior pressão sob o IPCA-15 de janeiro (Imagem: Shutterstock)
Gastos com saúde exerceram a maior pressão sob o IPCA-15 de janeiro (Imagem: Shutterstock)
A prévia da inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), subiu 0,20% em janeiro.
💲 O resultado recuou em relação a dezembro, quando marcou 0,25%. E ficou levemente abaixo do esperado pelo mercado, que projetava uma alta de aproximadamente 0,22% dos preços. 
Contudo, é superior ao observado no mesmo mês de 2025, quando subiu 0,11%. E revelou uma nova pressão nos preços dos alimentos e bebidas.
Com isso, o IPCA-15 acumula uma variação de 4,50% nos últimos 12 meses. Ou seja, voltou a bater no teto da meta de inflação do BC, acelerando em relação aos 4,41% observados nos 12 meses anteriores.

Impacto para a Selic

Segundo o Boletim Focus, o mercado espera que a inflação oficial brasileira cresça 4,00% em 2026 e, com isso, fique dentro da meta perseguida pelo BC (Banco Central), que é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.
🏦 Apesar disso, a maior parte dos analistas acredita que o Copom (Comitê de Política Monetária) vai manter a taxa Selic em 15% na reunião desta semana, deixando para março o início dos cortes de juros.
Para a Ativa Investimentos, o resultado do IPCA-15 não muda o cenário para a Selic, já que a política monetária mira as expectativas futuras, que seguem acima do centro da meta de inflação.
 Além disso, lembrou a Ativa, o BC tem feito questão de manifestar seu incômodo com a desancoragem das expectativas de inflação, mantendo uma postura cautelosa em relação aos juros.

O que pesou na prévia da inflação?

💊 O IPCA-15 de janeiro foi pressionado sobretudo pelos gastos com saúde e cuidados pessoais (0,81%). Isso porque os artigos de higiene pessoal subiram 1,38% e o plano de saúde ficou 0,49% mais caro.
Os preços de alimentação e bebidas também influenciaram o resultado, pois aceleram de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro.
O movimento reflete sobretudo os custos com a alimentação do domicílio, que vinham em queda há sete meses consecutivos, mas subiram 0,21% em janeiro, pressionados por itens como tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%).
Os combustíveis (1,25%) também ficaram mais caros no início do ano, puxados pelo etanol (3,59%) e pela gasolina (1,01%). 
✈️ Ainda assim, a inflação do grupo de transportes recuou 0,13%, favorecida pela queda dos preços das passagens aéreas (-8,92%) e da tarifa do ônibus urbano (-2,79%).
Já as despesas com habitação diminuíram 0,26%, devido a um alívio de 2,91% na conta de luz.
Veja como os grupos do IPCA-15 se comportaram em janeiro:
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,81%;
  • Comunicação: 0,73%;
  • Artigos de residência: 0,43%;
  • Alimentação e bebidas: 0,31%;
  • Despesas pessoais: 0,28%;
  • Vestuário: 0,28%;
  • Educação: 0,05%;
  • Transportes: -0,13%;
  • Habitação: -0,26%.