PicPay protocola IPO de US$ 500 milhões e mira o trono do Nubank (ROXO34)

Acompanhando o movimento de empresas como Agea e BRK Ambiental, o PicPay decidiu atravessar o oceano para buscar capital na Nasdaq.

Author
Publicado em 05/01/2026 às 18:57h - Atualizado 1 dia atrás Publicado em 05/01/2026 às 18:57h Atualizado 1 dia atrás por Matheus Silva
O banco digital pretende se listar sob o ticker “PICS” (Imagem: Shutterstock)
O banco digital pretende se listar sob o ticker “PICS” (Imagem: Shutterstock)
🚀 Após um longo inverno para as aberturas de capital, a janela de oportunidades parece ter se escancarado em 2026.
Acompanhando o movimento de empresas como Agea e BRK Ambiental, o PicPay decidiu atravessar o oceano para buscar capital na Nasdaq
A companhia, que já havia ensaiado esse movimento em 2021, acredita que o momento atual de liquidez e os seus números operacionais justificam uma captação que pode chegar a US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 2,7 bilhões).
O PicPay pretende se listar sob o ticker “PICS”. A escolha pela Nasdaq, em detrimento da B3 (B3SA3), reforça a tese de que a empresa se posiciona mais como uma plataforma de tecnologia financeira do que como um banco tradicional, buscando investidores globais acostumados com o valuation de empresas de alto crescimento.
Se concretizado, este será o primeiro grande IPO de uma empresa brasileira fora do país desde o Nubank, em dezembro de 2021.

O que está em jogo

Segundo o prospecto da oferta, os recursos captados não serão utilizados apenas para reforçar o caixa. O PicPay traçou um plano ambicioso de quatro pilares: 
  • o fortalecimento do capital regulatório; 
  • o financiamento de crescimento orgânico acelerado,
  • investimentos massivos em tecnologia e novos produtos, e
  • além de possíveis aquisições estratégicas. 
A companhia quer consolidar seu ecossistema, que nasceu como uma carteira de pagamentos e hoje se comporta como um banco completo, oferecendo desde crédito até seguros e investimentos. A tese de investimento apresentada aos americanos foca na escala e na inovação.
O PicPay destaca que foi pioneiro no uso de QR Codes e transações instantâneas no Brasil muito antes da existência do Pix. 
Contudo, o ambiente de fintechs no Brasil é "feroz", e o desafio de manter a rentabilidade em meio à competição com bancos tradicionais e outros neobancos de grande porte é o principal ponto de atenção para os futuros acionistas.

Os números do gigante "PICS"

Os dados financeiros do primeiro semestre de 2025 mostram que o PicPay já não é mais apenas uma promessa, mas uma operação de escala bilionária.
A empresa registrou um lucro líquido de R$ 208,4 milhões no período, acompanhado de uma receita líquida de R$ 4,5 bilhões
O volume transacionado (TPV) atingiu a marca impressionante de R$ 251,3 bilhões, enquanto a carteira de crédito já soma R$ 16 bilhões.
Com uma base de 41,3 milhões de clientes ativos, o PicPay detém hoje o título de 2º maior banco digital do Brasil e a 7ª maior instituição financeira em número de clientes, segundo o Banco Central. 
📊 Essa musculatura, construída ao longo de 13 anos de história, é o que sustenta a percepção de que há demanda reprimida pelo papel, conforme aponta o mercado.