📆 A primeira semana de março, entre os dias 2 e 6, concentra indicadores relevantes no Brasil e no exterior, com potencial para impactar expectativas sobre juros, câmbio e Bolsa.
O principal destaque doméstico será o
PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre de 2025, divulgado na terça-feira (3), às 9h. O dado encerra o desempenho da economia no ano passado e deve influenciar as projeções para a política monetária do Banco Central do Brasil.
No mesmo dia, às 11h, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) trará o saldo de vagas formais, ampliando o diagnóstico sobre o ritmo da atividade econômica.
Na quinta-feira (5), a taxa de desemprego ganha destaque, ao lado da balança comercial, que ajuda a medir o dinamismo do setor externo.
Já a sexta-feira (6) reúne um bloco importante de indicadores: IGP-DI, produção industrial e dados do setor automotivo, oferecendo um panorama mais amplo do início de 2026.
EUA: payroll e Livro Bege no radar
Nos Estados Unidos, o principal evento será o payroll de sexta-feira (6), relatório oficial de emprego divulgado pelo Bureau of Labor Statistics.
O indicador é considerado crucial para calibrar as apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve.
Antes disso, o mercado acompanha:
- ADP (quarta-feira), prévia do mercado de trabalho privado;
- Livro Bege do Fed (quarta-feira), que traz uma avaliação qualitativa da economia americana;
- Dados semanais de seguro-desemprego (quinta-feira);
- PMI industrial e de serviços ao longo da semana.
Os números podem influenciar o fluxo de capitais para mercados emergentes, como o Brasil, especialmente em um ambiente de maior sensibilidade às expectativas de juros nos EUA.
Zona do Euro: PIB e discursos do BCE
Na Europa, a agenda inclui o PIB da Zona do Euro na sexta-feira (6) e discursos de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, ao longo da semana.
Também estão previstos dados de inflação (IPC), desemprego e PMIs, que ajudam a medir o ritmo da atividade no bloco.
Ásia e China
A semana também traz indicadores relevantes na Ásia:
- Japão divulga produção industrial e inflação de Tóquio;
- China publica PMIs industriais e de serviços, além das reservas cambiais.
Semana tende a testar expectativas
Com crescimento econômico e mercado de trabalho no centro da agenda, os próximos dias devem funcionar como termômetro para as expectativas de atividade e política monetária.
No Brasil, o PIB e os dados de emprego podem reforçar ou suavizar projeções sobre a trajetória da
Selic.
📊 Nos EUA, o payroll e o Livro Bege serão determinantes para ajustar apostas sobre cortes de juros pelo Federal Reserve e, consequentemente, para o humor global dos investidores.