👀 Em meio às tensões no Oriente Médio, o fluxo de petróleo começa a dar sinais de normalização, um movimento que reforça o otimismo da Casa Branca quanto a um desfecho rápido para o conflito e seus impactos limitados na economia global. Mesmo assim, às 11h14, horário de Brasília, o preço do
barril do tipo Brent, a referência para o mercado, avançava 1,93%, a US$ 102,14 (na venda para maio de 2026).
Mas, segundo o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, petroleiros estão cruzando o Estreito de Ormuz, e as ações do Irã para bloquear o tráfego marítimo nessa rota não prejudicaram a economia dos EUA, disse o assessor à CNBC, nesta terça-feira (17), reiterando a posição do governo Trump de que a guerra deve terminar em semanas, não em meses.
“Já se vê petroleiros começando a passar lentamente pelo estreito, e acho que isso é um sinal de quão pouco resta ao Irã”, afirmou ele. Hassett também destacou que os efeitos sobre os preços do petróleo podem ser percebidos nas próximas semanas. “Estamos muito otimistas de que isso terminará em breve, e haverá repercussões nos preços depois de algumas semanas, quando os navios chegarem às refinarias.”
🗣️ Apesar do cenário positivo, há preocupações em relação ao fornecimento global. Segundo ele, existe o risco de a Ásia reduzir as exportações de petróleo refinado para os Estados Unidos, como forma de garantir abastecimento interno. “Estamos vendo alguns sinais de que eles podem estar reduzindo as exportações para garantir que tenham energia suficiente para si mesmos. E temos um plano para isso”, declarou.
No campo diplomático, Donald Trump decidiu adiar, na segunda-feira (16), seu encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, para priorizar a condução da guerra no Irã. Ainda assim, Hassett ressaltou que há convergência de interesses entre os dois países nesse tema. “Este é um caso em que os objetivos de ambos os países estão alinhados, pois queremos um mercado mundial de petróleo estável”, disse ele.