Pague Menos (PGMN3) define preço de follow-on em R$ 6,55 por ação

Rede de farmácias pretende levantar cerca de R$ 229 milhões com nova emissão

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Publicado em 11/03/2026 às 12:01h - Atualizado 24 minutos atrás Publicado em 11/03/2026 às 12:01h Atualizado 24 minutos atrás por Wesley Santana
Pague Menos é uma das maiores redes de farmácias do país (Imagem: Shutterstocks)
Pague Menos é uma das maiores redes de farmácias do país (Imagem: Shutterstocks)

Na noite da última terça-feira (11), a Pague Menos (PGMN3) informou ao mercado o preço das ações na nova emissão. Segundo a companhia, o valor fixado é de R$ 6,55, mesmo patamar de negociação no pregão do dia.

No total, a empresa vai emitir 35 milhões de novos papéis, volume que somará cerca de R$ 229 milhões em capital. Com isso, o capital total da rede de drogarias passará a ser de R$ 2,4 bilhões, ainda de acordo com o documento.

A companhia contratou o BTG Pactual para liderar a oferta, mas Itaú BBA, XP Investimentos, Bradesco BBI e Santander também participam do processo. A aquisição dos papeis está disponível apenas para os investidores profissionais, que são aqueles com mais de R$ 10 milhões aplicados em bancos de investimento.

O dinheiro captado será usado exclusivamente para capital de giro e financiamento da expansão da companhia pelo país. Os planos é de abertura de novas lojas em diversas cidades, conforme destacou em prospecto enviado aos órgãos reguladores.

A oferta subsequente de ações acontece alguns dias depois de a companhia divulgar seus resultados do quarto trimestre de 2025. Na temporada, a Pague Menos atingiu um lucro de R$ 135 milhões, o que representa uma alta de 86% na comparação anual.

Houve também um aumento de quase 20% na receita bruta, que chegou a R$ 4,3 bilhões, e avanço de 55,6% no Ebitda, que fechou o 4T25 em R$ 249 milhões. Entre os indicadores internos, as vendas médias por loja somaram R$ 855 mil, um índice considerado favorável para empresas do setor farmacêutico.

A drogaria tem passado por um momento positivo na bolsa de valores, alcançando uma valorização de 130% no intervalo dos últimos 12 meses. Apesar disso, a empresa tenta pelo menos voltar ao patamar do IPO, em 2020, quando as ações foram precificadas em R$ 10. 

Esse, inclusive, é o novo preço-alvo projetado pelo Safra para a companhia, mas com foco no fim de 2026. Os analistas emitiram um relatório recente, onde destacam a recomendação de compra para os papeis. 

“O preço-alvo definido pelo Safra para o fim de 2026 de R$ 10/ação é baseado em um valuation por DCF (FCFF), com taxa de crescimento de 5,5%, Ke de 15,8% e WACC de 12,9% (comparado a 16,4% e 13,3% das premissas anteriores), implicando um potencial de valorização de 43%”, escreveram.