Oi (OIBR3): Por que ações da empresa tombam mais de 5% nesta sexta-feira (26)?
A Justiça Federal antecipou a decretação de falência da Serede.
A Oi (OIBR3) sofreu mais um revés, desta vez por causa da baixa cotação das suas ações.
📞 As ações ordinárias da companhia deixaram de ser negociadas de forma contínua na B3 nesta segunda-feira (12). Por isso, só poderão ser movimentadas por meio de leilões a partir de agora.
Isso ocorre porque os papeis estão sendo negociados por menos de R$ 1 há mais de nove meses, desde o início de abril de 2025. E a B3 impõe limites para as chamadas penny stocks (ações que valem centavos).
📅 A bolsa brasileira chegou a notificar a Oi em junho de 2025, pedindo que a companhia enquadrasse a cotação das suas ações em valor igual ou superior a R$ 1 até 19 de novembro de 2025.
O prazo, contudo, não foi cumprido. Afinal, em novembro, a companhia deparou-se com um problema ainda maior: a falência que foi decretada e depois revertida pela Justiça do Rio de Janeiro.
A B3, por sua vez, não estendeu o prazo para reenquadramento das ações ordinárias da Oi. Por isso, decidiu colocar os papeis no sistema de negociação não contínua.
A decisão da bolsa brasileira foi comunicada em 30 de dezembro de 2025 e posta em prática nesta segunda-feira (12).
"A partir do pregão de 12/01/2026, as ações de emissão dessa empresa serão submetidas ao procedimento de leilão durante toda a sessão de negociação, com o fechamento de negócios ao final do pregão (negociação não contínua)", informou a B3.
A B3 lembrou, por sua vez, que o período em negociação não contínua poderá ser interrompido caso o papel volte a ser cotado por pelo menos R$ 1.
As ações ordinárias da Oi eram cotadas por R$ 0,19 nesta segunda-feira (12), quando entraram em leilão.
A Justiça Federal antecipou a decretação de falência da Serede.
A direção da tele permanece afastada, e a gestão integral fica sob comando judicial.